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PPGTE (Mestrado): Isabel Helena Heck Bellaver

por ppgte-ct publicado 30/10/2018 10h21, última modificação 13/11/2018 14h13
Percepção do conhecimento sobre sustentabilidade ambiental entre técnicos agrícolas e produtores rurais na Região Oeste do Estado de Santa Catarina
Quando
21/02/2001
de 09h00 até 10h30
(America/Sao_Paulo / UTC-300)
Onde
Sala C301 do CEFET-PR
Pessoa de contato
Dr. Kazuo Hatakeyama
Participantes
Dr. Kazuo Hatakeyama (Orientador)
Dr. Eloy Fassi Casagrande Jr.
Dr. Derli Dossa
Dr. Vitor Afonso Hoeflich
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Resumo: Atualmente no Brasil, o agronegócio responde por cerca de 40% do PIB, 40% das exportações e gera mais de 25 milhões de empregos. Isto vem sendo conseguido pelo aumento da escala de produção agrícola, atendendo a globalização de mercados. Entretanto, isto gera a necessidade de novas políticas para manter a qualidade e segurança dos produtos e do meio ambiente. Para que isto seja alcançado, é esperada a contribuição dos técnicos agrícolas (TA) e portanto, os objetivos deste trabalho, são levantar informações relativas a atuação profissional e analisá-los com relação a aplicação de tecnologias sustentáveis. O trabalho de pesquisa consistiu de dois levantamentos, sendo o primeiro com 549 questionários enviados pelo correio, no período entre 1995 a 1999. O segundo, foi referente a aplicação de um questionário estruturado, o qual identifica o produtor e a propriedade, destaca os sistemas de produção agropecuária com relação a parcerias e versa sobre o conhecimento e a utilização ou não, das tecnologias ligadas às questões ambientais. Foram comparados dois grupos, com 30 observações cada. O primeiro grupo era de TA, formados na EAFC/SC e o segundo grupo, de produtores rurais (PR) não vinculados a TA. As propriedades possuíam características semelhantes de produção agropecuária e localizavam-se no Oeste do Estado de Santa Catarina. Os dados foram analisados através de estatística descritiva em tabelas de freqüências, usando teste Qui-quadrado (x²) para as 131 variáveis estudadas. Usou-se análise de correspondência múltipla, onde foram consideradas 21 variáveis explicativas que apresentavam maior associação entre os grupos dos TA e PR. Com relação ao primeiro levantamento, constatou-se que dos 38,43% questionários devolvidos, 13,74% dos TA estão desempregados, 73,46% estão empregados e 12,80% estão estudando. Do total de TA empregados, 51,66% estão trabalhando na área de formação e 21,80% fora dela. No segundo levantamento, a categoria dos TA diferenciou-se da categoria dos PR com relação ao sistema do plantio direto e o uso de agrotóxicos, pois em todas as variáveis selecionadas demonstraram maior conhecimento sobre o assunto. Também apresentaram maior conhecimento técnico em relação ao manejo de dejetos de animais e o seu armazenamento. Mostraram algumas dúvidas sobre a qualidade das rações produzidas e quanto ao uso de aditivos nas rações. Demonstraram maior conscientização com relação aos problemas ambientais. Por sua vez, os PR indicaram a falta de recursos financeiros para o não reflorestamento. Ambos os grupos apresentaram índices que permitem melhoria na sustentabilidade ambiental. Concluiu-se que os PR possuem menor conhecimento das tecnologias sustentáveis do que os TA, porém ambos os grupos necessitam de maior conhecimento sobre sustentabilidade agropecuária. A escola deve preparar técnicos agrícolas conscientes com os problemas ambientais, os quais poderão aplicar tecnologias sustentáveis na agropecuária, em substituição àquelas tradicionais, em benefício da conservação ambiental.