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PPGTE (Doutorado): Rodrigo Freese Gonzatto

por vaniagalliciano publicado 21/08/2018 10h15, última modificação 21/08/2018 10h29
Usuários e produção da existência: contribuições de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire à Interação Humano-Computador
Quando
28/09/2018
de 14h00 até 17h00
(America/Sao_Paulo / UTC-300)
Onde
Sede Central: Sala B-205
Pessoa de contato
Participantes
Prof. Luiz Ernesto Merkle, Dr. Orientador - UTFPR
Banca examinadora:
Prof. Luiz Ernesto Merkle, Dr. Presidente - UTFPR
Profa. Marilia Abrahão Amaral, Dra. - UTFPR
Prof. Caio Adorno Vassão, Dr. - FAUUSP
Prof. Rafael Rodrigo Mueller, Dr. - UNESC
Prof. Anderson Fernandes de Alencar, Dr. - UFRPE
Site
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Resumo: Nesta tese buscamos traçar, caracterizar e tensionar compreensões sobre “usuários” nos estudos em Interação Humano-Computador (IHC). “Usuário” é um termo que denomina a pessoa que usa um artefato computacional, e um conceito que implica em uma caracterização de seres humanos e sua relação com as tecnologias. Propomos a produção da existência como potencial viés de debate teórico sobre “usuários” em IHC, a partir de estudos em Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS) de Álvaro Vieira Pinto e Paulo Freire. A abordagem dialético existencial destes autores nos exige considerar “usuários” como pessoas em construção, que produzem a si mesmos ao usarem e desenvolverem conhecimentos, técnicas e artefatos, por meio da práxis social em suas realidades. Entretanto, o desenvolvimento da existência, quando situado em condições opressivas, requer que os sujeitos se conscientizem e superem as opressões que alienam a produção das suas existências. Problematizamos algumas práticas e representações de “usuário” que constrangem, ocultam ou deslegitimam a autonomia de utentes na produção social de suas existências. Apontamos como “usuários” foram desespecializados de sua relação com tecnologias computacionais, e sua participação na produção destas tecnologias regulada e afastada dos espaços e tempos projetuais legitimados pelo modo de produção capitalista. Discutimos como “usuários” são reduzidos a uma figura genérica, representados como indivíduos desempoderados ou como receptores passivos de interfaces. Entretanto, a partir de Vieira Pinto e Freire, entendemos que estas caracterizações não constituem uma essência do “usuário”, mas uma condição construída historicamente – da qual a IHC faz parte, reforçando e questionando. Por fim, elencamos propostas à pesquisa e projeto em Interação Humano-Computador de matriz dialético-existencial, para evidenciar a produção da existência por meio do uso e produção de artefatos computacionais: 1) uma agenda inicial de pesquisa que posicione “usuários” como sujeitos de saberes e fazeres em IHC; 2) a categoria “para si” como direção projetual que visa a produção social da existência, pelo desenvolvimento de artefatos computacionais via empoderamento emancipatório; e 3) o conceito de “interface amanual” como modo de evidenciar a produção material e subjetiva de interações, realizada socialmente por “usuários”, a partir de suas condições amanuais. Concluímos recomendando que "usuários” sejam reconhecidos pela Interação Humano-Computador como partícipes e protagonistas do processo social de produção das interações humano-computador, e que, pela importância que artefatos computacionais possuem na produção de suas existências, contribua para lhes oferecer condições para, com autonomia, superar opressões e se desenvolverem para a liberdade.
Palavras-chave: Interação Humano-Computador; Design de Interação; Álvaro Vieira Pinto; Paulo Freire; Ciência, Tecnologia e Sociedade; usuários.