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Campus Dois Vizinhos ministra mais uma etapa do Curso de Extensão “Tecnologias para bovinocultura leiteira adaptadas a pequenas propriedades rurais”

Campus Dois Vizinhos ministra mais uma etapa do Curso de Extensão “Tecnologias para bovinocultura leiteira adaptadas a pequenas propriedades rurais”

Turma do Curso de Extensão.

O Curso de extensão em “Tecnologias para bovinocultura leiteira adaptadas a pequenas propriedades rurais” é oriundo de uma parceria entre a UTFPR Campus Dois Vizinhos e o INFOCOS (Instituto de Formação do Cooperativismo Solidário) e tem como objetivo capacitar os técnicos em agropecuária vinculados ao INFOCOS através das Cooperativas de Crédito com Interação Solidária – CRESOL, nas diversas frentes das tecnologias de produção de leite.

Nesta etapa foram abordados temas relacionados ao manejo alimentar de todas as categorias do rebanho leiteiro. Nos dias 11 e 12 de junho foi ministrado o módulo “Manejo alimentar de bezerras e novilhas leiteiras”, sendo debatido entre os participantes aspectos nutricionais importantes e condicionantes sobre o desenvolvimento das novilhas, como o momento e a quantidade de colostro e leite a ser fornecido para as bezerras, formulação de concentrados específicos para bezerras e novilhas, quantidade de suplementação de acordo com o seu desenvolvimento, além dos aspectos fisiológicos que estão envolvidos na criação de bezerras e novilhas. De acordo com o instrutor, Prof. Dr. Fernando Kuss, o conhecimento dos processos fisiológicos que envolvem o desenvolvimento a partir do nascimento da bezerra até o seu primeiro parto são fundamentais, pois ajuda o técnico a entender por quais motivos são adotadas determinadas práticas de alimentação, visando sempre, a precocidade reprodutiva (inseminação aos 15 meses e primeiro parto aos 24 meses) e maior poder de seleção no plantel de vacas em lactação, e consequentemente, incorporando ao plantel fêmeas mais produtivas.

Na última sexta-feira, 09, deu-se início a mais um módulo, sendo abordado durante o curso o “Manejo alimentar de vacas secas e em lactação” evidenciando neste tópico a influência do manejo alimentar no pré-parto sobre a lactação subsequente, uma vez que o mal manejo alimentar nessa fase resulta em perdas de produção na futura lactação de até 1.200 litros. Segundo o Prof. Fernando, isso ocorre devido o descaso do produtor com as vacas secas, ao fato desses animais não estarem produzindo e consequentemente sem retorno econômico no momento. Porém, mal sabe ele, que os prejuízos são ainda maiores na lactação seguinte, devido a diversos distúrbios metabólicos que poderiam ser evitados no pós-parto com um adequado programa de alimentação nessa fase, tais como acidose, hipocalcemia, esteatose hepática e cetose.

Num segundo momento, sobre o manejo alimentar de vacas em lactação, o curso procurou maximizar o uso racional de alimentos (pastagem e concentrados) com o intuito de potencializar a produção de leite com eficiência econômica, e mostrar que o produtor é capaz de obter mais lucro utilizando a pastagem associada a suplementação concentrada confeccionada na própria propriedade, ao invés de depender de concentrados comerciais, que apresentam custo mais elevado e proporcionam desbalanço nutricional para as vacas.