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Professor do Campus Apucarana vence prêmio Benvirá de Literatura

O professor do Campus Apucarana, Oscar Fussato Nakasato, é o vencedor do primeiro Prêmio Benvirá de Literatura. O resultado foi anunciado na última segunda-feira (14). O prêmio foi lançado durante a última Bienal Internacional do Livro de São Paulo, com o objetivo de promover a produção literária nacional. Ao todo, 1.932 inscrições foram recebidas de autores de todo o Brasil que enviaram originais inéditos de ficção.

O romance de autoria de Nakasato, intitulado Nihonjin, foi selecionado por unanimidade e a obra será publicada, em abril, pela Editora Saraiva, com o selo Benvirá. Além da publicação, o autor receberá R$ 30 mil.

“Esse romance é, antes de tudo, uma competente reconstrução histórica da imigração japonesa, tema pouco presente em nossa literatura. Sua força literária está não apenas na linguagem direta e sem firulas, nos personagens e nos conflitos marcantes, mas também no poder de comover o leitor”, relatou a comissão julgadora (formada por José Luiz Goldfarb, Nelson de Oliveira e Ana Maria Martins), em nota oficial.

Foram selecionadas, inicialmente, 140 obras que passaram por nova depuração, até a lista final. Os jurados tiveram à disposição todos os originais para chegar à sua escolha. “A decisão sobre o vencedor foi unânime”, afirma o coordenador da comissão, José Luiz Goldfarb.

Sobre a obra:

O romance Nijohin conta a vida de Hideo Inabata, japonês orgulhoso de sua nacionalidade, que chega ao Brasil na segunda década do século XX e passa por dificuldades de adaptação. Com o passar do tempo, arrepende-se por ter sido intransigente com o filho Haruo, que assumiu a brasilidade e morreu assassinado após a Segunda Guerra, e com a filha Sumie, que abandonou o marido japonês para fugir com um brasileiro.
O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô. É uma história particular, que mostra a origem multicultural do Brasil em tempo em lugares ainda pouco explorados na literatura brasileira e mesmo nos livros de História. E ao mesmo tempo é um conto universal, em que até o mais duro ser humano se dobra às mudanças imperiosas do lugar, do tempo e do coração.

Sobre o autor:

Oscar Fussato Nakasato, que é neto de imigrantes japoneses, nasceu em 1963, na cidade de Maringá. Seus avós (paternos e maternos) se instalaram em fazendas de café no interior de São Paulo para trabalhar como colonos, na esperança de enriquecer e retornar ao Japão, o mesmo pano de fundo histórico de seu romance. Desfeito o sonho de voltar ao país natal, a família Nakasato migrou para o interior do Paraná, onde adquiriu um sítio.
Preocupados com a educação escolar dos filhos, seus pais transferiram-se para Maringá.

Nakasato cursou Direito por dois anos e meio de na Universidade Estadual de Maringá - UEM, e acabou trocando pelo curso de Letras, na mesma Instituição. Fez Mestrado em Teoria da Literatura e Literatura Comparada, e depois Doutorado em Literatura Brasileira, ambos na Universidade Estadual Paulista, campus de Assis. Hoje é professor de Literatura e Linguagem no Ensino Médio e Superior no Campus Apucarana da UTFPR. É casado e pai de dois filhos, e há 4 anos reside com a família em Apucarana.

Em 1.999, foi premiado com os contos “Alô” e “Olhos de Peri” no Festival Universitário de Literatura, promovido pela Xerox do Brasil e Editora Cone Sul. Em 2.003, venceu o Concurso Literário da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, edição 2.003, Prêmio Especial Paraná, com o conto “Menino na árvore”.

Nihonjin é seu romance de estreia.

Com informações da Benvirá

Atualizado em 15/02/2011

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