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Levantamento avalia o total de área de sombra na cidade

Francisco Beltrão

publicado: 03/02/2020 09h39 última modificação: 03/02/2020 09h47
Mais de 1300 árvores da área Central da cidade | Foto: Freepik

Mais de 1300 árvores da área Central da cidade | Foto: Freepik

Locais muito quentes e com muitas árvores nem sempre resultam em se conseguir uma boa sombra para refrescar. Este foi o resultado de um levantamento realizado na cidade de Francisco Beltrão por alunos do curso de Engenharia Ambiental, na disciplina de Geomática, no ano passado. Eles mapearam mais de 1300 árvores da área Central da cidade (exceto em locais particulares) que resultaram em uma área sombreada de apenas 8,9% nas ruas e calçadas.

A pesquisa analisou a área da copa de cada árvore. “O que identificamos é que a área sombreada é pequena, já que são poucas as plantas que possuem uma copa maior e que projete de fato uma sombra significativa”, explica professor da disciplina, Fernando Manosso.

Segundo ele, dos 332 mil metros quadrados de via (considera-se rua e calçada), aproximadamente 29 mil metros quadrados são sombreados. “Isso porque algumas árvores são de pequeno porte ou ainda são apenas consideradas mudas, o que projeta pouca sombra”, afirma o professor.

Outro ponto analisado na pesquisa foi o tamanho da área livre permeável no entorno da planta. A recomendação mínima é que ela seja de um metro quadrado para que o desenvolvimento da árvore e suas raízes seja eficiente e elas consigam buscar os nutrientes necessários para sobrevivência. “Observamos alguns casos em que há cimento até o tronco da árvore, isso faz com que a planta tenha que buscar os nutrientes e água de uma forma diferente, o que pode levar à danificação das calçadas”, finaliza.

Todas as informações foram lançadas em softwares que geraram um mapeamento, levando em consideração as variáveis: localização, altura, raio de copa e área livre permeável junto ao caule da árvore.

O levantamento apontou também que elas não estão distribuídas de maneira uniforme e, em algumas quadras da região central, não há árvores em nenhum dos lados da rua. “Pudemos observar também que as árvores com copas maiores já são árvores doentes e estão, em sua maioria, em frente a terrenos baldios ou públicos”, afirma o professor.

O relatório será disponibilizado para a secretaria de Meio Ambiente do município e poderá ser utilizado para planejamento urbano da prefeitura. Neste ano, uma nova pesquisa deverá trazer também informações sobre as espécies plantadas na região.