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Cultivo de plantas, manejo de solo e um setembro amarelo em tempos de pandemia são tema de curso do Projeto de Extensão “Educação em Solos”
publicado: 14/09/2021 12h34 última modificação: 14/09/2021 12h34

Em tempos de pandemia e restrições sociais o estresse e a ansiedade aumentaram para a maioria das pessoas.  Existem diversas formas de amenizar a situação e entre elas uma é considerada pouco explorada no Brasil: o contato com as plantas através de atividades de jardinagem e cultivo de plantas em vasos.

Pensando nisso, o Projeto de Extensão “Educação em Solos”, está promovendo uma ação conjunta com a Casa Botânica, na qual serão repassados conhecimentos sobre a produção de plantas ornamentais em vasos ou jardins, os cuidados necessários com a terra ou substrato e o uso de plantas tanto para decoração de interiores como para higiene mental.

O curso ocorrerá no dia 18 de setembro de 2021na Casa Botânica, parceira neste evento. A parte de solos foi preparada pela professora Nilvania Aparecida de Mello, do Departamento de Ciências Agrárias (DAGRO), da UTFPR, Campus Pato Branco. A parte prática será ministrada pela arquiteta, Uliana Benato e pela engenheira agrônoma, Aquélis Emer, doutora pela UFRGS e egressa da UTFPR.

O curso não é inteiramente gratuito, pois além do aparato de biossegurança, cada participante terá direito aos materiais, insumos, e um cachepot com design exclusivo, que poderá ser levado ao final do curso.

Mais informações e inscrições podem ser obtidas ou realizadas pelo Instagram da Casa Botânica (@casabotanicaoficial) ou pelo fone  (46) 99118-1004

Sobre o Projeto de Extensão

Embora já exista até o termo “pai de planta” ou “mãe de planta” para significar pessoas que estabelecem rotinas de cuidado e contemplação em vasos, jardins, canteiros, hortas (sejam de casa ou de apartamento), esta modalidade de reconexão com a natureza ainda não é empregada como forma de terapia ou higiene mental.

Uma das vantagens destas atividades, é que elas podem ser realizadas na própria residência, e levam o indivíduo a ter contato com vários aspectos importantes do controle do estresse e ansiedade, tais como a necessidade de cuidado e preparo, o entendimento dos ciclos da natureza e a beleza inerente a cada fase de desenvolvimento de um ser vivo. Todos estes aspectos podem ser experimentados no cultivo de plantas, sejam ornamentais, aromáticas, comestíveis ou apenas uma planta de interesse da pessoa. Além disto, Nilvania de Mello, Engenheria Agrônoma e professora do Departamento Acadêmico de Ciências Agrárias (DAGRO), da UTFPR, Campus Pato Branco, afirma que “o contato com o substrato ou com o solo necessário para vasos e canteiros, remete ao “brincar com barro” da infância e também tem efeito terapêutico, sendo inclusive recomendado como forma de tratamento em países como EUA, França e Inglaterra”.

Uliana Benato, arquiteta responsável pela Casa Botânica afirma que novos conceitos, como o “Urban Jungle”, mais do que beleza arquitetônica refletem um estilo de vida que busca despertar o afeto, as boas emoções, nas pessoas que adotam esta técnica.

Oportunidades de conhecer melhor esta e outras técnicas, através de cursos com profissionais, acompanhamento e orientação tem sido cada vez mais frequentes nos grandes centros urbanos. Aquélis Emér, Doutora em Fitotecnia, explica que geralmente os cursos visam divulgar formas de preparo de vasos, condução das plantas e uso dos mesmos como elementos de embelezamento de ambientes, e, ao mesmo tempo, sensibilizar os participantes para a importância deste contato com elementos naturais. Mas é a vontade da pessoa, a paixão que vai surgindo pelas plantas, pelo cuidado e pelo cultivo, que traz os benefícios para a saúde mental.

Em Pato Branco existem algumas inciativas neste sentido, especialmente neste mês de setembro, mês consagrado à prevenção do suicídio e do adoecimento mental. Sempre é importante ressaltar que pessoas com adoecimento mental devem procurar o quanto antes a ajuda profissional, de um médico psiquiatra ou um psicólogo. Mas na seara da prevenção, pequenas ações, o estabelecimento de uma rotina agradável e efetiva que nos reconecte com a vida, faz diferença.