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Socialização dos Calouros

Departamento de Educação realiza ações para socializar os novos alunos

Pelos corredores da UTFPR - Campus Pato Branco é possível ouvir diferentes sotaques, que indicam a pluralidade cultural dos alunos que ingressaram na Instituição nos dois últimos processos seletivos do Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Esses alunos, vindos de diversas regiões do país, ao chegarem em Pato Branco, para morar e estudar, iniciam um processo de ruptura: é hora de buscar a socialização num ambiente novo e encarar a mudança na dinâmica familiar e cotidiana. Para auxiliar o processo de adaptação desses alunos, o Departamento de Educação do Campus Pato Branco desenvolve uma série de ações, que iniciam no momento da matrícula.

No processo de matrícula da primeira edição do SiSU, “não havia uma aproximação da equipe do Departamento de Educação com os alunos que ingressaram no Campus”, como frisa a Assistente Social do Campus, Ivana Aparecida Weissbach Moreira. O método mudou a partir da segunda fase do processo de seleção, e os servidores do Departamento de Educação passaram a receber, pessoalmente, alunos e familiares. A partir de entrevistas, além de identificar a origem, a cultura e as expectativas dos novos alunos, os profissionais orientam o aluno e a família sobre a estrutura organizacional da UTFPR. “Informamos, também, sobre os programas que incentivam a permanência do estudante na Universidade, como os de iniciação científica e extensão,” destaca Ivana.

Essa ação pode parecer simples, mas possibilita que os alunos conheçam o Departamento de Educação, que possui uma equipe composta por assistente social, psicólogo, pedagogo, técnico em assuntos educacionais, além de técnicos-administrativos, docentes e discentes, aptos e à disposição para atendê-los. “Nessa ação, mostramos que a Universidade vai além da formação acadêmica e que prima, também, pelo bem-estar do aluno. Com isso, percebemos que muitos alunos, que não sabem da existência desse Departamento, se sentem acolhidos. Os pais ficam tranquilos e sentem-se seguros em saber que a Universidade oferece este apoio”, reforça a Assistente Social.

Continuidade nas ações

Outras atividades estão sendo estudadas para aproximar os alunos da Instituição. Para isso, uma das estratégias do Departamento de Educação é manter o contato frequente com as turmas. Ivana adianta que uma das propostas será aplicar um questionário aos acadêmicos, para identificar o perfil social, cultural, econômico e, também, o método de estudo utilizado pelos mesmos.

O Departamento também desenvolve ações individuais, destinadas aos alunos com necessidades especiais e promove, ainda, ações que visam a pratica da inclusão social na Universidade. “O principal objetivo dessas ações é possibilitar que o aluno conheça os departamentos e programas existentes no Campus e que, principalmente, reflitam sobre o processo ensino-aprendizagem, pois percebemos que é necessário que a Instituição forneça tanto a assistência educacional, quanto condições para que o método educacional seja eficaz”, salienta Ivana.

Dificuldades e Ações

Ver o nome na lista de aprovados no processo seletivo para uma Universidade localizada em outro município e, especialmente, em outro estado, exige um considerável investimento financeiro para que o aluno permaneça na Instituição. No entanto, muitas famílias não têm condição de custear um filho em outra cidade, gerando, assim, dificuldades para que o jovem conclua os estudos. De acordo com Ivana, essa situação vêm sendo comum entre os alunos vindos de estados como Maranhão, Goiás, Mato Grosso e São Paulo, que apontam questões ligadas a fatores socioeconômicos – moradia, alimentação e transporte – como sendo as principais dificuldades enfrentadas para manter-se na cidade e continuar os estudos.

Para apoiar esses alunos, a UTFPR possui, atualmente, o Programa Bolsa-Permanência, uma modalidade de auxílio que incentiva a permanência do aluno na Instituição, através do fornecimento de alimentação. Além de orientar e coordenar a execução desse Programa, o Departamento de Educação incentiva o ingresso de alunos nos Programas de monitoria, iniciação científica e estágios. Um exemplo é o aluno do curso de Administração, aprovado na primeira edição do SiSU, Wandisley Garcia Filho que, diante das dificuldades socioeconômicas e que  há seis meses ainda morava com os pais, em Jales, interior de São Paulo, necessitou recorrer ao estágio e ao Bolsa-Permanência. Ivana conta que após ser orientado pelo Departamento, o acadêmico conseguiu uma vaga de estágio remunerado na Coordenação do próprio curso e encontrou a maneira de aumentar a renda e manter-se em Pato Branco.

Outra informação que é repassada aos acadêmicos é quanto a existência do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), composto por auxílios instituídos pelo Governo Federal para oferecer assistência aos alunos da rede federal de ensino.