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Parque Binacional promove cooperação entre projetos de pesquisa

Workshop binacional de socialização de projetos e pesquisa reuniu pesquisadores brasileiros e argentinos em Posadas, na Argentina

O Parque Tecnológico Binacional (PTBi), projeto que integra as cidades de Pato Branco, no Paraná, e Posadas, capital da província de Misiones, na Argentina, deu mais um passo importante rumo à sua concretização. Nos dias 12 e 13 de novembro, 90 pesquisadores, sendo 42 brasileiros, discutiram e socializaram projetos de pesquisas realizados nos dois países, durante o primeiro workshop binacional, em Posadas, na Universidad Nacional de Misiones (UNAM).

Professores brasileiros da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus de Pato Branco, Dois Vizinhos e Francisco Beltrão, juntamente com professores da Faculdade Pato Branco (Fadep), aproximaram experiências com pesquisadores argentinos dos campi da UNAM, situados nas cidades de Posadas, El Dorado e Oberá. Com a apresentação de linhas de pesquisa foi possível identificar projetos afins e que podem ser trabalhados de forma conjunta, com transferência de tecnologias já existentes, bem como o desenvolvimento de novos projetos no ambiente binacional.

O workshop, realizado dentro do eixo conhecimento do Parque Binacional, que ainda congrega ações nas áreas governamentais e empresariais, foi uma ação importante do projeto, que visa a cooperação entre as cidades de Pato Branco, que possui desenvolvimento tecnológico na área de software e eletroeletrônica e Posadas, em biotecnologia e energias renováveis. O workshop foi realizado graças à parceria do Sistema Regional de Inovação (SRI), apoiado pelo Sebrae/PR, Fadep, UTFPR, Faculdade Mater Dei, UNAM, Parque Tecnológico de Misiones e Prefeitura de Pato Branco, por meio da Pato Branco Tecnópole.

Lúcio Paulo Nunes, coordenador e professor do curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas da Fadep, destacou a oportunidade de conhecer projetos de pesquisas realizados na Argentina.

“Mesmo com realidades distintas em quase todo contexto temos singularidades nos estudos e pesquisas. Como foram apresentados projetos em cinco grandes áreas, acredito que houve um incremento real nas pesquisas de brasileiros e de argentinos. Já está se discutindo, inclusive, a possibilidade de vários projetos terem a participação efetiva de grupos dos dois países”, analisou.

Para Lúcio, vários dos projetos inovadores apresentados no evento podem ser aplicados em Pato Branco e Região, dando como exemplo uma barra de cereal com base em pinhão; melhoria no rebanho bovino; uso do laser como antibiótico e produção de frutos com melhoramento genético. A maioria dos projetos socializados tratou de pesquisas nas áreas de agronegócio, saúde, alimentação e energias renováveis.

Para Almir Antônio Gnoatto, diretor de Relações Empresariais e Comunitárias da UTFPR, campus Dois Vizinhos, é importante conhecer os ativos tecnológicos das instituições envolvidas para o desenvolvimento de pesquisas e sua aplicação em produtos e serviços com base inovadora. Gnoatto projetou o desenvolvimento de pesquisas em áreas de conhecimento como biotecnologia, ciências florestais e alimentos. 

“Um avanço que pode acontecer envolve a área de ciências florestais, visto que a UTFPR tem curso de graduação, existe potencial de crescimento do setor na região sudoeste e a Província de Misiones apresenta pesquisas com avanços nesse setor”, comentou.

O diretor de Relações Empresariais e Comunitárias da UTFPR, campus Pato Branco, Darlan Roberto Busato, também avalia como positivo o resultado do workshop, principalmente pela troca de experiências e o contato entre pesquisadores. “Temos várias áreas com afinidade entre projetos e pesquisadores e isso pode gerar um troca de informações e cooperação dentro de um ambiente de inovação”, completou.

 Para o consultor do Sebrae/PR, César Colini, o projeto vive um novo momento com a materialização do Parque Tecnológico Binacional, trabalhado há pelo menos dez anos e que agora ganha força e representatividade com ações concretas também no campo do conhecimento.

“O envolvimento de professores pesquisadores, que são atores fundamentais para a sustentabilidade do processo, já provocou um processo de regionalização das atividades com o objetivo de gerar e transferir novas tecnologias às empresas, promovendo o desenvolvimento do sudoeste”, analisou César Colini, do Sebrae/PR. 

Para o diretor da Pato Branco Tecnópole, empresário Itamir Viola, o workshop foi estratégico por ter sido a  primeira tentativa de compartilhar projetos com pesquisadores argentinos e brasileiros. “No encontro mostramos o que estamos fazendo e pudemos fazer um levantamento de pesquisas na Argentina. Assim, vamos alinhando o trabalho para o desenvolvimento do projeto do PTBi, com o foco na aproximação e  criação de negócios, o que passa pelo conhecimento e inovação”, ponderou.

Nesta semana, as universidades devem concluir a avaliação final do encontro em Posadas e definir propostas para o segundo workshop binacional de socialização de projetos e pesquisa, que será realizado em 2013, em Pato Branco.