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Cultura

Exibição de filmes e debates reuniu acadêmicos e servidores na 1ª Minimostra de Cinema Judaico e Israelense

Com o objetivo de divulgar o cinema com temática judaica e o cinema israelense, bem como ampliar a gama de atividades culturais realizadas dentro da Universidade, foi realizada de 20 a 23 de agosto, no Câmpus Pato Branco,a 1ª Minimostra de Cinema Judaico e Israelense.

A Minimostra contou com a participação de alunos e servidores, e durante as quatro noites de atividades foram exibidos e debatidos os filmes: Kippur, de Amós Gitai, que apresenta a realidade da Guerra do YomKippur, o Dia do Perdão (1973), sem romantizá-la; Focus, baseado no romance de Arthur Miller, que retrata o preconceito e o antissemitismo na sociedade norte-americana; The Believer, vencedor do Sundance Film Festival, baseado num acontecimento real, trata de fé e intolerância; e MishehuLarutz Ito - Someonetorunwith,  baseado no romance de David Grossman e que apresenta uma visão cotidiana e moderna de Israel, especialmente de Jerusalém, algo normalmente impensado.

O evento foi organizado e coordenado pelo professor Alexandre Feldman, do Departamento de Letras, o qual julgou positiva a recepção da comunidade. A mostra foi um sucesso, pois a cada noite o número de interessados aumentava. Desde o primeiro filme, no qual professores e alunos de outros departamentos não vinculados a Letras compareceram, apreciaram e participaram dos debates e apresentações, até a última noite, na qual os alunos de Letras, motivados pelo filme, combinaram de comprar e ler livros de David Grossman”, avalia o professor.

Do ponto de vista do organizador “o cinema produzido fora do eixo comercial é pouco conhecido do público e é ainda menos explorado do ponto de vista educativo por professores e pedagogos. Tal realidade é também acentuada quando o olhar é lançado para produções orientais que não raro nem chegam a ser minimamente divulgadas fora dos grandes centros urbanos”.

A atividade consistiu numa oportunidade ímpar para debater assuntos relacionados à temática propostae que suscitam dúvidas para muitos. Conforme afirma Feldmann, “sempre que há uma crise no Oriente Médio as atenções dos cidadãos de diversas nações se voltam àquela região, entretanto, poucos sabem diferenciar quem é quem no mosaico étnico-religioso-cultural que compõe o Estado de Israel”. Segundo ele, “surgem várias perguntas aparentemente simples, mas complexas tais como: Quem é judeu é necessariamente religioso? É possível ser judeu sem seguir a religião? Quem é israelense é obrigatoriamente judeu? Todos que nascem em Israel são israelenses? Se um cristão da Igreja Ortodoxa Grega ou da Ortodoxa Armênia ou da Ortodoxa Russa ou da Igreja Copta ou Cristão Etíope ou da Igreja Católica Romana ou de qualquer denominação Protestante ou Druzo ou Samaritano ou Muçulmano nascer em Israel, terá os mesmos direitos que qualquer outro cidadão, uma vez que o Estado de Israel é um Estado Judeu? É possível para um Estado se definir como Judeu e ainda ser democrático? Qual a elasticidade da democracia? Qual a diferença entre Israel, Judéia, Canaã e Palestina? Qual a diferença entre hebreu e judeu? Qual a diferença entre hebraico e aramaico? Qual a diferença entre israelita e israelense? Há realmente diferença? O que ocorre quando um Romeu muçulmano se apaixona por uma Julieta judia ou um Romeu israelense se apaixona por uma Julieta palestina? É verdade que há árabes judeus? Quem são os Samaritanos? Os judeus da diáspora se diferenciam dos judeus israelenses? O que é o Sionismo? Todos judeus são sionistas?”. Essas e outras perguntas foram respondidas por meio de interessantes debates com o público presente.

O professor Alexandre Feldman é doutor em cultura, história e literatura hebraica, judaica e israelense pela Universidade de São Paulo (USP). Realizou seus estudos de Pós-Doutorado na Universidade Hebraica de Jerusalém onde, além de aprimorar seus conhecimentos linguísticos e literários, participou de visitas e escavações a sítios arqueológicas em Jerusalém e outras localidades em Israel. Visitou a Cisjordânia e travou contato com os mais diversos grupos étnicos e religiosos. Todos os seus estudos foram realizados com bolsas por mérito acadêmico oferecidas pelas seguintes entidades: Mirelman Foundation; Hebrew University of Jerusalem - Rothberg International School; Centro de Estudos Judaicos da USP; YadVashem – The International School of Holocaust StudiesFrankel Family Foundation; e Asper Business School – Asper Family.

 

Atualizado em 11/09/2013.