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UTFPR participa da Caravana Embrapa, realizada em apenas dois municípios do Estado do Paraná

Recentemente a agricultura brasileira passou a conviver com uma nova praga. Atacando principalmente às lavouras de soja, milho e algodão, a lagarta Helicoverpa armigera tem surpreendido produtores e pesquisadores pelo seu poder de destruição.

Preocupada com o avanço desta praga a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), em parceria com várias instituições, entre elas a Associação dos Engenheiros Agrônomos de Pato Branco (AEAPB), está promovendo eventos em vários estados brasileiros. Esses eventos, denominados de Caravana Embrapa de Alerta às Ameaças Fitossanitárias, tem por objetivo disponibilizar aos Engenheiros Agrônomos que atuam na assistência técnica e extensão rural informações técnicas sobre o controle da Helicoverpa armigera e outras pragas de interesse econômico.

Em Pato Branco, a Caravana Embrapa ocorreu na tarde do último dia 25 de fevereiro, no Salão da Sociedade Rural, e reuniu cerca de 100 pessoas que debateram a evolução e formas de controle dessa praga com pesquisadores da Embrapa Soja (Londrina), Embrapa Cerrado (Brasília), Embrapa Trigo (Passo Fundo) e Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna).

Segundo o professor do Curso de Agronomia da UTFPR – Câmpus Pato Branco, Luís César Cassol, que também é Diretor Técnico da AEAPB e coordenou o evento, no estado do Paraná, apenas duas cidades foram contempladas com a Caravana Embrapa: Pato Branco e Ponta Grossa. “Isso demonstra a força e a importância da agricultura praticada no Sudoeste do Paraná”, destaca Cassol. No entanto, o professor diz que “é preciso repensar a forma de fazer agricultura, já que essas pragas aparecem devido a ausência de práticas integradas de controle e a aposta única no controle químico”. “Graças a pragas exóticas como a Helicoverpa, assuntos deixados de lado pela assistência técnica como o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e o controle biológico voltaram a ganhar destaque e podem ser uma saída para manter a população de pragas abaixo do nível de dano econômico”, finalizou Cassol.

Durante o evento, o Câmpus Pato Branco também se fez presente com a participação do professor do Curso de Agronomia, o Entomologista Edson Roberto Silveira, que proferiu uma palestra sobre os focos de Helicoverpa, já diagnosticados na região e outras pragas que vêm causando problemas para as principais culturas regionais.

O professor Silveira informa que a praga tem atacado as plantações da região sudoeste e foi encontrada em vários municípios. “É uma praga quarentenária que deve estar presente no Brasil desde o ano anterior, mas somente este ano foi identificada na região centro-oeste do Brasil e no Rio Grande do Sul”, afirma o mesmo. Apesar de não haver a confirmação oficial por órgãos do governo, as lagartas coletadas em vários locais foram identificadas por descrição e semelhança com as publicações sobre a mesma. Segundo ele, “o surgimento dessa praga provocou um apavoramento geral aos produtores e técnicos que não sabiam ao certo sobre como seriam os danos e métodos de controle para esta safra”.

A lagarta ataca a cultura da soja tanto na fase de desenvolvimento vegetativo provocando desfolhamento acentuado quanto na fase reprodutiva alimentando-se das vagens e grãos em formação, causando drástica redução no potencial produtivo. “É uma praga de difícil controle e ataca diversas culturas como soja e milho, que são de reconhecida importância econômica para a região”, complementa o Entomologista.

 

Controle

Em relação ao controle da praga, Silveira informa que “busca-se agora informações e a integração de vários métodos de controle, visando a manutenção da praga em nível que não cause danos econômico às culturas. O Ministério da Agricultura tem liberado em situação emergencial o registro e aplicação de novos produtos inseticidas como as diamidas que são muito usados no exterior para o controle desta praga. Aqui na região tem-se observado o uso de produtos de ação fisiológica que causam a mortalidade das lagartas na fase de muda, tanto em aplicação sozinha como em associação com os inseticidas a base de diamida. Aguarda-se também a entrada e liberação de baculovirus específico para esta praga, um vírus letal semelhante ao baculovírus da lagarta da soja, que já está sendo usado em outros países com uma excelente ação sobre esta praga e sem danos ao ambiente e riscos ao aplicador.