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Projeto Rondon

Acadêmicos e professores partem para a Operação Serra do Cachimbo em Itaúba, no Mato Grosso
Projeto Rondon

Rondonenses do Câmpus Pato Branco, nesta manhã, minutos antes do embarque

Na manhã desta quinta-feira, 13, acadêmicos e professores da UTFPR – Câmpus Pato Branco partiram para a missão 2017 do Projeto Rondon - Operação Serra do Cachimbo.

O embarque dos patobranquenses na aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) foi em Curitiba, com voo direto ao Estado do Pará, desembarcando na tarde de hoje, no Campo de Provas Brigadeiro Velloso (base militar da FAB), localizada em Novo Progresso, na Serra do Cachimbo. Neste local se reunirão com os demais integrantes da comitiva, composta de aproximadamente 200 rondonistas de diversas regiões do Brasil.

Serão 16 dias de atividades voltadas às comunidades daquela região, contemplando oito municípios dos Estados do Mato Grosso e do Pará, incluindo o município de Itaúba (MT), no qual atuará a UTFPR Câmpus Pato Branco. A Operação envolverá, também, os municípios de Altamira (PA), Carlinda (MT), Guarantã do Norte (MT), Nova Guarita (MT), Novo Mundo (MT), Paranaíta (MT) e Terra Nova do Norte (MT).

Em cada município trabalharão duas equipes de IES distintas, as quais realizarão ações específicas, compondo conjuntos denominados “A” e “B”. A Equipe do Câmpus Pato Branco atuará em Itaúba (MT) como Conjunto B, desenvolvendo atividades nas áreas de Comunicação, Tecnologia e Produção, Meio Ambiente e Trabalho. O Conjunto A, será representado no mesmo município pelo Centro Universitário Lusíada (UNILUS), que trabalhará com temas relacionados à Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação e Saúde.

Cada equipe é composta por 10 rondonistas, dentre eles dois professores e oito acadêmicos, todos voluntários, que oferecerão oficinas, palestras e cursos gratuitos à população. A equipe do Câmpus está sendo coordenada pela professora Giovana Faneco Pereira, juntamente com o professor Thiago de Oliveira Vargas, coordenador adjunto.

A equipe de rondonistas do Câmpus Pato Branco conta com os seguintes alunos e seus respectivos cursos: Amanda Santos de Lima (Química), André Luiz Simonetti (Agronomia), Anelise Dick (Engenharia Civil), Fernanda Sanches Busch (Letras), Franciele Paludo (Agronomia), Maria Helena Belusso (Engenharia Elétrica), Patiuska Vagner Oro (Administração) e Willians Raphael Francelino (Engenharia Mecânica).

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Estão previstas a ministração de 25 oficinas, sendo: A arte de contar histórias; Capacitação de servidores em elaboração de projetos; Educação financeira; Levantamento e comunicação das demandas; Plantas esquecidas como fonte alimentícia; Políticas públicas e o direito do agricultor familiar; Processo de financiamento; Água e qualidade de vida; Educação ambiental para crianças; Lixo; Sistemas individuais de tratamento de esgotos; Associativismo e cooperativismo; Capacitação de merendeiras; Empreendedorismo; Fabricação de sabão e sabonete; Implantação de horta; Instalações elétricas; Orçamento de obras públicas; Processos para conservação de frutas; Qualidade do leite; Banco de sementes e segurança alimentar; Bomba carneiro; Captação de água da chuva; Gps de navegação;  e Uso da internet para pesquisa e comunicação.

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Na bagagem, além dos pertences pessoais, os acadêmicos levam os materiais didáticos indispensáveis para a realização das oficinas, além de muitas expectativas e ansiedade para compartilhar os conhecimentos na prática.

A acadêmica do sétimo período de Licenciatura em Letras, Fernanda Sanches Busch, a qual irá ministrar a oficina A Arte de Contar Histórias, comenta que “em algum projeto social todo mundo tem que um dia na vida participar porque nós aqui do Sul temos uma realidade totalmente diferente da restante do país, então esta oportunidade será válida tanto para a formação acadêmica quanto para a formação pessoal”. Ela irá compartilhar com os professores da rede municipal técnicas de contação de histórias bem como realizar atividade prática com as crianças do município.

Poder ir a campo e participar de uma operação desse gênero é visto pela maioria dos acadêmicos como uma oportunidade ímpar no sentido de consolidar os conhecimentos adquiridos na graduação, a exemplo do que afirmam as acadêmicas Patiuska Vagner Oro, de Administração (4º período/anual) e Francieli Paludo, de Agronomia (9º período). “Todas as oficinas que estão programadas aprendi na teoria aqui no curso e acredito que o projeto vem a calhar e será uma ótima oportunidade pra eu colocar toda essa teoria e conhecimento na prática e trabalhar essa minha prática em outra realidade”, declarou Patiuska. E quanto à Francieli, ela nos revela que ao entrar na graduação o interesse em projetos desse gênero só aumentou. “Me envolvia em projetos voluntários anteriormente, mas o interesse em participar do Rondon surgiu desde o início da graduação, quando tomei conhecimento da existência do mesmo. Estou muito ansiosa e as minhas expectativas são as melhores que possam ter”, externou a acadêmica

O coordenador adjunto, Thiago, comenta que em toda operação a ansiedade é tremenda. "São novas pessoas, novas culturas e tudo isso faz um diferencial muito grande para nós. Essa, em especial, é a primeira que iremos para a Amazônia Legal, que iremos voar daqui direto para uma base no sul do Pará. Nós nunca pisamos naquela região, então a gente fica naquela de o que nos aguarda. Já pesquisamos um pouquinho sobre a região, o que nos espera, o que envolve a agricultura, quais as maiores atividades que geram renda para aquela região, mas nada melhor do que pisar efetivamente no local, conhecer e ter contato direto com aquelas pessoas”, considerou o professor.

Pela terceira vez participando de uma operação do Rondon, a professora Giovana destaca que apesar de abdicar das férias nesse momento, é um projeto muito bonito, gratificante, especialmente em relação aos alunos. “É muito bom ver a cara deles quando vão e a cara deles quando voltam. É incrível a modificação que eles têm em tão pouco tempo. Como eles ficam felizes de contribuir porque é muita energia boa envolvida. Nessa operação serão 200 pessoas juntas, estarão lá trabalhando por outras pessoas. É um projeto que tenho muita felicidade de participar, tenho muito orgulho de contribuir”, declarou a coordenadora.

O Projeto Rondon

Coordenado pelo Ministério da Defesa, tem por finalidade levar as Instituições de Ensino Superior (IES) e seus estudantes a diferentes regiões do Brasil, dando-lhes a oportunidade de conhecerem diferentes realidades, socializarem seus saberes e, na interação com as comunidades, elaborarem propostas e criarem soluções participativas, de modo a atenuar as deficiências estruturais locais, contribuir para o bem-estar dessas populações e, simultaneamente, consolidar a formação dos universitários como cidadãos.

O município de Itaúba, localizado a cerca de 600 km da capital Cuiabá, apresenta uma população com aproximadamente 4.625 habitantes. Seu território abrange 6.215,35 km². A economia do município gira em torno das indústrias madeireiras, que dispõem de grande quantidade de matéria prima na região.

Assessoria de Comunicação
Atualizado em 13/07/2017

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