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Iniciativa regional estuda aprimoramento dos queijos coloniais do Sudoeste do Paraná

Uma iniciativa entre entidades, agroindústrias do setor leiteiro, a Agência de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná e a Associazione Bellunese nel Mondo (ABM) estabeleceu parcerias entre a região Sudoeste do Paraná e a Província de Belluno (região de Vêneto) na Itália dando origem ao projeto REDE. O objetivo é incentivar a melhoria na qualidade do queijo colonial produzido nas queijarias do Sudoeste através de pesquisas realizadas nos câmpus Francisco Beltrão e Pato Branco da UTFPR.

Em 2007, um grupo de empresários de Vêneto e do Sudoeste paranaense definiu que o projeto seria voltado ao setor lácteo, já que a região Sudoeste despontava como uma das maiores bacias leiteiras do Paraná e possuía também um elevado número de pequenas e médias agroindústrias de laticínios. A UTFPR realizou as pesquisas sobre o desenvolvimento do fermento lácteo e do queijo com estudos iniciais e coleta, seleção e purificação das cepas de bactérias. 

Coordenado pela Agência de Desenvolvimento do Sudoeste do Paraná, o projeto tem como metas auxiliar no aumento da capacidade comercial através da produção, valorização e comercialização de produtos lácteos com características das tradições e tipicidades agroalimentares vênetas. A ideia foi apresentada às entidades locais paranaenses, onde foram verificadas condições técnicas, logísticas, econômicas e políticas a fim de obter financiamento da região de Vêneto.

Segundo João Marchi, professor da UTFPR responsável, a pesquisa se baseia em outro aspecto além de incentivar a melhoria da qualidade dos queijos. “O objetivo foi também buscar uma tipificação de um queijo regional por meio de desenvolvimento de um fermento lácteo autóctone e com tecnologia apropriada e adaptada às condições locais de produção”, completa. 

O projeto traz também benefícios para o setor produtor de laticínios, pois incentiva a produção de queijos diferenciados e maturados de boa qualidade, além de agregar valor aos produtos. De acordo com Marchi, o fermento autóctone regional dá ao queijo peculiaridades sensoriais, o que fortalece a intenção de tornar o Sudoeste um grande produtor desse item.

Até o momento, o projeto já originou defesas de três dissertações e de dois TCCs no curso de Tecnologia de Alimentos e um projeto de extensão, iniciado em 2015. O produto tem previsão para o início da comercialização em meados de 2017.


Atualizado em 25/10/2016

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