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Potencialidade de frutas nativas é tema de pesquisa em Dois Vizinhos e Francisco Beltrão

Pesquisa com frutas nativas iniciada em 2011 busca encontrar novas formas de aplicação e conservação no processamento de jabuticabas e araçás. A proposição do projeto está fundamentada na avaliação do potencial dessas frutas enquanto alimentos e nas possibilidades de diversificação, agregação de valor aos produtos e ocupação de espaços consistentes de mercado com produtos diferenciados.

Parceria entre os Câmpus Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, o projeto é liderado pelos professores Americo Wagner Junior e Luciano Lucchetta e conta com a participação de alunos da graduação como bolsistas, voluntários e também com acadêmicos da pós-graduação. O estudo procura avaliar os componentes nutricionais das frutas e estudar alternativas para seu uso.“Em inúmeros trabalhos já há relatos do potencial nutricional alimentar, o que motivou o grupo a colaborar com os avanços tecnológicos, científicos, inovação, difusão e desenvolvimento sócio-econômico e ambiental, pois se trata de uma temática ligada fortemente a fontes naturais, agroecológicas e de característica de agricultura familiar sustentável”, comenta Lucchetta.

Segundo os pesquisadores, a demanda por frutas frescas, nativas e alimentos enriquecidos com estas tem aumentado significativamente. Assim, vê-se no cultivo destas espécies uma oportunidade de rentabilidade. Além do fator econômico, o estudo testa a possibilidade de aplicação das propriedades das frutas em barras de cerais e cookies, e os resultados indicam que a adição das frutas nativas eleva as características sensoriais e nutricionais da composição e representa uma nova forma de aproveitamento eficaz da fruta, ampliando o consumo para diversas regiões do país.

O trabalho se concentra na caracterização destas frutas e seu potencial de utilização proveniente de cultivares nativos, na região do sudoeste do Paraná. “Esperamos gerar conhecimento real e efetivo sobre as propriedades dos produtos. O conhecimento destas características permitirá diferenciá-lo como alimento com melhores propriedades potencialmente benéficas à saúde”, diz o professor Lucchetta.

O projeto não busca elaborar produtos com fins comerciais, mas sim disseminar os fundamentos estudados para produtores da agricultura familiar para que possam usufruir e aplicar em suas mercadorias. A ideia é permitir que os consumidores de diversos lugares do país tenham acesso a estas frutas e que este cultivo seja também uma fonte de renda a mais para quem produz.


Atualizado em 06/09/2016

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