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Prof. Dr. Daniel Debona – Fitopatologia

Prof. Dr. Daniel Debona – Fitopatologia

Publicado 2/15/2019, 3:35:18 PM, última modificação 6/30/2020, 11:48:52 PM

A matéria desta semana da Série Nossos Docentes, que apresenta os professores e pesquisadores do curso de Agronomia da UTFPR Santa Helena à nossa comunidade, traz o Prof. Dr. Daniel Debona, da área de Agronomia – Fitopatologia.

Trajetória acadêmica/profissional

Minha ligação com o campo foi estabelecida de forma bastante precoce. Em virtude de meus pais serem agricultores, iniciei ainda criança as atividades na lavoura e não tive dúvida quanto à carreira profissional que desejava seguir, de engenheiro agrônomo. Dessa forma, em 2005 deixei minha cidade natal (Sarandi-RS) para cursar Agronomia na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). No primeiro semestre de graduação, iniciei estágio na área de Fitopatologia. Me identifiquei com a área, e o estudo de doenças de plantas se tornou parte integrante da minha vida acadêmica e profissional. Na graduação, participei de diversos projetos de pesquisa, notadamente com a ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi), doença que, anualmente, demanda mais de US$ 2 bilhões em fungicidas para seu controle no Brasil. Minhas pesquisas focaram no desenvolvimento de estratégias de controle da doença, incluindo o manejo químico, genético e cultural.

A paixão pela Fitopatologia me motivou a aprofundar os estudos nessa área. Assim, em 2010, ingressei em um dos mais conceituados Programas de Pós-graduação em Fitopatologia do mundo, na Universidade Federal de Viçosa (UFV), onde obtive os títulos de Mestre (2012) e Doutor (2016). Na Pós-graduação, realizei alguns trabalhos com doenças do arroz, feijoeiro, soja e trigo, investigando aspectos bioquímicos, fisiológicos e moleculares da interação planta-patógeno mediados pela nutrição mineral e indutores de resistência. A partir desses estudos, publiquei diversos artigos em periódicos internacionais. Além disso, realizei doutorado sanduíche na Louisiana State University (LSU, EUA), onde colaborei em estudos do silenciamento gênico induzido pelo hospedeiro na redução da contaminação por aflatoxinas em milho e de proteínas diferencialmente expressas em plantas de soja infectadas por P. pachyrhizi. Entre 2016 e 2018, realizei treinamento em nível de pós-doutorado na UFV, investigando respostas de defesa do trigo à brusone mediadas pelo macronutriente cálcio, além de efetuar a caracterização da resistência de isolados de P. pachyrhizi a fungicidas obtidos em diferentes safras e regiões do Brasil.

Em outubro de 2018, fui aprovado em concurso público para professor efetivo do curso de Agronomia UTFPR-Câmpus Santa Helena na área de Fitopatologia, tendo tomado posse em janeiro de 2019. As disciplinas que irei ministrar são Fitopatologia 1, Fitopatologia 2 e Defesa Fitossanitária e Receituário Agronômico.

Atividades de ensino

A disciplina Fitopatologia 1 é de suma importância para o Engenheiro Agrônomo, pois nela será discutida a fitopatologia básica, como classificação e ciclo de doenças, agentes causais, sintomatologia e epidemiologia. Na Fitopatologia 2, serão abordados os aspectos aplicados do estudo de doenças de plantas, incluindo a patologia de sementes bem como a identificação e o manejo integrado de doenças de importância econômica da região. Ambas as disciplinas contarão com aulas teóricas e práticas, com o objetivo de construir uma sólida base conceitual bem como aplicar os conhecimentos obtidos em sala de aula. A disciplina Defesa Fitossanitário e Receituário Agronômico irá tratar da legislação, formulações e toxicologia de produtos fitossanitários visando ao uso correto dos mesmos de sorte a obter controle efetivo e econômica e ambientalmente sustentável.

Projetos de pesquisa e extensão

Os projetos de pesquisa e extensão que tenciono desenvolver terão como objetivo treinar estudantes para o mercado de trabalho ou a carreira acadêmica e fomentar a interação da UTFPR com a comunidade em geral. Na pesquisa, meu intuito é conduzir experimentos visando ao manejo sustentável de doenças, notadamente em soja e milho. Para isso, diferentes estratégias de manejo integrado de doenças serão investigadas, incluindo o manejo cultural (nutrição vegetal, densidade de plantas, espaçamento entre linhas, época de semeadura, etc.), controle biológico, indução de resistência, controle químico e resistência genética. Estudos em nível bioquímico, fisiológico e molecular serão conduzidos visando a elucidar os mecanismos de resistência de plantas a doenças. Além disso, a variabilidade genética e fenotípica da população de patógenos de importância econômica com relação à virulência e à resistência a fungicidas será investigada.

Na extensão, pretendo desenvolver atividades voltadas à capacitação de estudantes e produtores da região por meio de palestras, minicursos, dias de campo, encontros e mesas redondas. Esses eventos serão utilizados para a divulgação dos resultados das pesquisas. Materiais técnicos na forma de cartilhas, livretos, matérias em jornais, entre outros, também serão usados com essa finalidade.

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