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Estudante de Bacharelado em Design cria história em quadrinhos sobre personagem autista

Estudante de Bacharelado em Design cria história em quadrinhos sobre personagem autista

Gabriel Henrique Santos Bernardo criou “Frequência de Onda” como parte do projeto de trabalho de conclusão de curso
livro frequência de onda


O estudante Gabriel Henrique Santos Bernardo, do curso de Bacharelado em Design, criou uma história em quadrinhos (HQ) como parte do projeto de trabalho de conclusão de curso. “Frequência de Onda” acompanha a história de Bruno Silva que, aos 20 anos, recebe o diagnóstico de Transtorno de Espectro Autista (TEA) e inicia uma trajetória de autoconhecimento. 

As vivências do personagem são muito inspiradas na própria história de Gabriel que, assim como Bruno, também recebeu de forma tardia o laudo de TEA, aos 21 anos. “Apesar disso, eu não quis fazer exatamente uma autobiografia, então inclui também algumas referências de coisas que ocorreram com outras pessoas que vi em redes sociais, vídeos ou outros livros mesmo”, explica Gabriel. 

Além disso, a HQ também explora a conscientização a respeito dos impactos negativos que o diagnóstico tardio de neurodivergências podem trazer para a vida de uma pessoa, como o desenvolvimento de doenças como depressão e ansiedade, além do sentimento de não pertencimento e inadequação diante de relações sociais. 

Para Gabriel, Bruno também foi aprendizado: “Poder ver esses acontecimentos e esse turbilhão de sentimentos pelo que passei por um ponto de vista externo põe tudo em perspectiva, sabe? Foi uma oportunidade de desabafar com o papel, de certa forma”.

Processo criativo

A ideia da HQ veio com o início da disciplina de Metodologia Aplicada ao TCC. Gabriel decidiu unir o próprio diagnóstico, que ainda era recente, ao interesse em produção de histórias em quadrinhos. 

Para o estudante, a experiência foi desafiadora. Com pouca experiência na produção de projetos extensos, Gabriel comenta que a orientação do professor Liber Paz, do Departamento Acadêmico de Design (DADIN), foi decisiva para atingir o objetivo de concluir o trabalho. 

Além disso, na parte escrita do TCC, o estudante dedicou espaço para abordar questões de gênero. “(...) pois há muitas pessoas, inclusive profissionais, que acreditam que meninas não podem ter, o que é um mito, mas que dificulta muito o diagnóstico em mulheres e faz com que elas sejam as que mais o recebem de forma tardia”, explica. 

Para o futuro, Gabriel planeja colorir a HQ e lançá-la de forma profissional. 

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