Evento aproxima academia e setor produtivo metalmecânico

Cerca de trinta representantes de pequenas e microempresas do setor produtivo metal-mecânico de Curitiba e Região Metropolitana estiveram na sede Ecoville da UTFPR Campus Curitiba na manhã do dia 29 de abril. Eles ouviram palestras e visitaram laboratórios, conhecendo possibilidades de atuação conjunta entre empresas e UTFPR, no evento chamado de Metal Science Day.
A organização do evento foi realizada pelo Departamento Acadêmico de Mecânica (DAMEC) e o Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais (PPGEM), com apoio da Diretoria de Pesquisa e Pós-Graduação (DIRPPG) do Campus Curitiba e da Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), por parte da UTFPR. Externamente, contou com a parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE).
Integração para a Inovação Industrial
No auditório do Bloco L, inicialmente, os empresários assistiram à apresentação do professor Rodrigo Villanova (PROGRAD) sobre os diversos formatos de atuação que a UTFPR oferece no sentido de colaborar na solução de problemas das empresas. Uma dessas maneiras são as disciplinas MEI-U (Metodologia de Ensino Inovador da UTFPR), onde as empresas trazem desafios para os estudantes.
Além delas, existem as Disciplinas Extensionistas, em que os alunos podem contribuir para a solução de problemas específicos das empresas; os Projetos de Extensão, para soluções que envolvam um período maior de tempo; o TCC na Empresa; mestrado e doutorado com temas específicos voltados a demandas empresariais; e cursos de curta duração voltados para questões específicas e funcionários das próprias empresas.
"É preciso equacionar o nível do problema com o nível da formação, quer dizer, alguns problemas ou possibilidades de inovação que uma pequena indústria exige podem ser tratados por estudantes de graduação sob orientação, outros exigirão mestrandos ou doutorandos. Essa racionalização a universidade tem condições de oferecer", explicou o professor Villanova.
Em seguida, a plateia ouviu a apresentação de Augusto Marins Machado, gestor do setor industrial do SEBRAE PR (Regional Leste), entidade que tem núcleos organizando as empresas de acordo com seu ramo de atividade. A participação do SEBRAE foi essencial na organização do evento, promovendo a integração entre empresas e academia, no sentido de "tornar o conhecimento a mola mestra para impulsionar a empresa", como disse Augusto, que trouxe também possibilidades de financiamento deste arranjo e diversas outras informações.
Também falou aos presentes a representante da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (FIEP).
Fomento, Casos e Laboratórios
O professor Giuseppe Pintaúde fez, então, a introdução do que viria a seguir: apresentação de estudantes de doutorado do PPGEM com casos concretos de integração entre academia e empresas. "É necessária uma etapa de concepção entre empresa e universidade", explicou o professor, destacando que os casos apresentados mostram o ponto de vista de quem vai formular o projeto, quer dizer, os acadêmicos.
No sentido de garantir a eficácia da solução proposta, os projetistas precisam ter uma noção integral dos processos, englobando inclusive uma visão concreta do que ocorre na empresa, relata o professor. Por outro lado, o empresário também precisa conhecer como funcionam as pesquisas, os processos de concepção de soluções dentro da universidade e, naturalmente, as maneiras de fomento, ou seja, o financiamento para implantação da inovação dentro das empresas.
Nesse sentido, o professor Giuseppe trouxe exemplos de fundações, também utilizadas em outras universidades federais, que auxiliam na captação e alocação de recursos de maneira desburocratizada. E citou exemplos em que a UTFPR já realizou iniciativas similares, tais como o Rota 2030, programa do Governo Federal para desenvolver o setor automotivo. "Atualmente, diversos eventos e iniciativas têm procurado unir o setor produtivo e a academia, e esse foi o propósito desse nosso encontro", contou Giuseppe.
Em seguida, os presentes ouviram as apresentações de doutorandos do PPGEM-CT: José Alexandre de Campos, com seu desenvolvimento de soluções para "super-forja", atuando no Laboratório de Usinagem (bloco K da sede Ecoville); Felipe Gonçalves Di Nisio, apresentando a rede de pesquisa em manufatura aditiva (impressão 3D) para o setor automotivo (NUFER, bloco M); e Rogério Breganon, que pesquisa o desgaste de aços para estampagem a quente no LASC (segundo andar do bloco K).
Após as palestras, os representantes das empresas conheceram os laboratórios onde os pesquisadores desenvolvem suas atividades e puderam tirar dúvidas sobre como as pesquisas são realizadas e como são integradas às atividades produtivas.

