Home
/
Notícias
/
Curitiba
/
Fernanda Kouketsu encara o desafio de conciliar maternidade e carreira acadêmica

Fernanda Kouketsu encara o desafio de conciliar maternidade e carreira acadêmica

Publicado 1/16/2025, 2:59:24 PM, última modificação 2/13/2025, 2:18:25 PM
Doutoranda de Engenharia Mecânica, a pesquisadora se dedica ao estudo da Tribologia desde a graduação

Fernanda Kouketsu sempre gostou de Ciência. No ensino fundamental, participava das feiras de ciências organizadas pela escola onde estudava e aproveitou o embalo para ingressar no ensino médio técnico da UTFPR, na área de Mecânica. Lá, descobriu o mundo da Iniciação Científica e abraçou a ideia de ser pesquisadora. Na graduação em Engenharia Mecânica, Fernanda encontrou a área da Tribologia, tópico que estudou no mestrado e, atualmente, aprofunda no doutorado. 

Diferente do que se imagina, a Tribologia não é uma das disciplinas ofertadas em Hogwarts, a escola do Harry Potter, mas não deixa de ser algo meio mágico. A área estuda algo bastante amplo: o atrito, o desgaste e a lubrificação. 

Durante a graduação, Fernanda pesquisava a tribologia em materiais metálicos, avaliando o desgaste e o atrito em revestimentos usados nas tubulações de petróleo. Isso possibilitou enxergar na prática toda a teoria estudada em sala e ver como a Engenharia pode resolver problemas reais da indústria. 

Já no mestrado e doutorado, a cientista migrou da tribologia em materiais metálicos e foi para a tribologia de polímeros. Agora, Fernanda pesquisa o atrito, o desgaste e a lubrificação aplicados a materiais poliméricos, aquelas macromoléculas que são formadas por moléculas menores, como os naturais (couro, lã, madeira e algodão) e os sintéticos, produzidos em laboratório. 

Só que o caminho na pesquisa não foi livre de desafios. Fernanda é mãe e precisou encontrar meios para conciliar a maternidade com a rotina acadêmica. Sua rede de apoio funciona mais ou menos como um polímero, formada por moléculas menores, que são o marido, a família, as amigas e o professor orientador Carlos Henrique. Juntos, eles criam um material versátil e cheio de possibilidades. Se eu fosse aplicar a tribologia à rede de apoio de Fernanda, diria que ela resiste bem ao atrito e ao desgaste. 

Para outras meninas, mulheres e mães que desejam se aventurar na pesquisa, Fernanda aconselha a não desistir.

Reportar erro