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Dia da Consciência Negra

Dia da Consciência Negra

Publicado 11/21/2018, 9:18:30 AM, última modificação 11/21/2018, 9:22:55 AM
Câmpus participa de atividades alusivas ao Dia da Consciência Negra

A comunidade interna do Câmpus Francisco Beltrão discutiu nesta terça-feira (20) temas que fazem menção à consciência negra. O dia 20 de novembro é celebrado em todo o Brasil e foi escolhido por ser o dia da morte de Zumbi dos Palmares, que lutou incansavelmente pela liberdade do seu povo e o fim da escravidão no Brasil.

 No Câmpus, o evento foi coordenado pelo Departamento de Educação e teve a seguinte programação:

  • Oficina sobre Religiosidades e Religiões de Matriz Africana, um momento pensado para desmistificar as religiões de matriz africana suas práticas e rituais. A oficina foi ministrada pelo Professor José Lucio da Silva Machado - Professor de História do IFSUL - Campus Santana do Livramento, Graduado, Mestre e Doutorando em História (UPF).
  • Debates com enfoque nos seguintes aspectos – O negro no Sudoeste do Paraná ancorado pelo professor José Lucio da Silva Machado (IFSUL) e os Aspectos históricos e jurídicos das cotas raciais do Brasil, ancorado pela professora Fernanda Cordeiro de Almeida Faust - Licenciada em História (UFS), Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UFS), Doutora em História (UFPR), Bolsista PNPD-CAPES PPGE - Mestrado em Educação UNIOESTE Campus Francisco Beltrão.

Durante o evento, foi apresentado pelo acadêmico do curso de Engenharia Ambiental -  Gean Carlos Leandro, o Coletivo Negro Irmãos de Dionísia, criado por estudantes da UTFPR-FB, que tem por objetivo recuperar um pouco da história do negro no Paraná. Os participantes também foram agraciados com a apresentação do grupo de Capoeira Muzenza e, a transmissão de um vídeo intitulado: Cultura, história e resistência, produzido pelas estudantes Lorrana Melo Ramalho Ferreira e Mariana Andrade Da Cruz, ambas bolsistas do projeto de protagonismo estudantil Produção Independente por coletivo discente de material audiovisual voltado a vida acadêmica na UTFPR – Francisco Beltrão.

 De acordo com uma das organizadoras do evento Indiamara Ferreira Pickler Machado,

“Temos um grande desafio, que decorre da urgência de se analisar os esquemas de violência que perpassam as relações entre os diferentes grupos da sociedade brasileira, de se estudar e de se vivenciar as culturas africanas e afrodescendentes como realidades dialéticas, dispostas no jogo social, permeadas por contradições e em constante processo de reinterpretação de si mesmas”.

 Indiamara finaliza frisando o principal objetivo da atividade que “foi despertar a consciência nas pessoas para que se reconheçam como negros ou para que reconheçam o preconceito que carregam em si”.