Meio Ambiente

Publicado 12/4/2017, 3:47:43 PM, última modificação 12/4/2017, 3:50:57 PM
Estudantes do curso de Engenharia Ambiental fazem projeto para recuperação de área degradada na trincheira

Alunos do curso de Engenharia Ambiental da UTFPR de Francisco Beltrão estão desenvolvendo um projeto para recuperar uma área degradada na trincheira que dá acesso à universidade. O trabalho que iniciou neste semestre terá continuidade nos próximos anos. O objetivo é restaurar a Área de Preservação Permanente (APP) que fica às margens do Rio Marrecas.

Os alunos do oitavo período do curso realizaram análise físico-química no solo da área e constataram que o mesmo está compactado e com baixa fertilidade, o que dificulta o desenvolvimento das plantas. O solo apresenta estas características já que, anteriormente à construção da trincheira, servia de estrada e recebia o descarte indevido de resíduos da população. A professora responsável pelo projeto, Denise Andréia Szymczak, esclarece que a Prefeitura Municipal já havia trabalhado a questão da recuperação da área, que é prevista por lei. “Infelizmente, por fatores diversos as mudas não se desenvolveram, então solicitamos a Secretaria de Meio Ambiente que nos cedesse a área para a realização de aulas práticas e recuperação da área”, afirmou.

Outras etapas do projeto como o levantamento da área com o uso de GPS, mapeamento de uso e ocupação e combate a espécies exóticas invasoras, como a braquiária que dificultam a recuperação, foram realizadas. O último trabalho foi a preparação do solo, em uma parceria com a Prefeitura Municipal, e o plantio de mudas cedidas pelo viveiro municipal.

A aluna Joice Gnoatto Casanova conta que chamou atenção o comprometimento dos alunos para melhorar a área. “O trabalho tem contribuído muito para formação enquanto engenheira ambiental, uma vez que colocamos em prática tudo aquilo que vimos em sala de aula, certamente o conhecimento mais aprofundados das espécies é um diferencial pra um bom projeto de recuperação de áreas degradas”, salientou.

A professora Denise ressaltou que outras disciplinas poderão utilizar a área para difundir conhecimentos “é um laboratório a céu aberto” finalizou.