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UTFPR-FB promoveu o I Abril Indígena

UTFPR-FB promoveu o I Abril Indígena

Publicado 5/19/2023, 7:06:58 PM, última modificação 5/22/2023, 11:44:40 AM
Atividades destacaram a importância de conhecer a História e Cultura dos povos indígenas

O dia 19 de abril é celebrado nacionalmente como o Dia dos Povos Indígenas. Em referência a isso, a UTFPR Francisco Beltrão realizou atividades durante todo o mês de abril, com uma programação que integrou o I Abril Indígena. O objetivo foi promover eventos para disseminação do conhecimento e valorização da história e tradições dos povos indígenas, com o intuito de sensibilizar servidores e alunos para as questões e conflitos que atingem os povos originários do Brasil.

A proposta do I Abril Indígena surgiu a partir de um projeto proposto na disciplina História e Cultura Afro-brasileira e Indígena, ministrada pelo professor José Lúcio da Silva Machado. Para o professor José Lúcio, que também faz parte da Comissão Permanente para Assuntos de Diversidade da UTFPR Francisco Beltrão, que organizou e coordenou os eventos, “os povos indígenas têm uma história e uma diversidade étnica e cultural, que vêm sendo preservada há milhares de anos, mas que encontram-se permanentemente ameaçadas. Aprender sobre isso é essencial para compreendermos a nossa própria história e reconhecermos a diversidade cultural existente em nosso país”. José ainda complementa que é “importante entender as lutas e resistências dos povos indígenas, pois isso amplia nossa visão de mundo e da complexidade da sociedade brasileira”.

Atividades e experiências enriquecedoras

O I Abril Indígena contou com exposições e intervenções audiovisuais, palestras, debates, além de atividades externas, que tiveram a participação de alunos, servidores da instituição e convidados externos.

No dia 19 de abril, a atividade desenvolvida foi a palestra do professor do Instituto Federal do Paraná, Jovane Gonçalves dos Santos. Cientista Social e Etnólogo, Jovane ministrou a palestra intitulada “Das fantasias ‘brancas’ às realidades indígenas: os povos originários no Brasil”, e possibilitou importantes reflexões sobre as formas de organização e concepções de mundo do Povo Guarani. No dia 26 de abril o destaque foi o Cine Debate “Guerras do Brasil.doc - Ep. 1: As guerras da conquista”. Participaram do debate o historiador Carlos Frederico Branco, pesquisador da Etno-História Kaingang; e o indígena Kaingang Pedagogo na Escola Estadual Indígena Jykre Tãg, Rodrigo Kavag de Souza.

Outra atividade de destaque foi a visita dos alunos da disciplina História e Cultura Afro-brasileira e Indígena à Reserva Indígena de Mangueirinha, que ocorreu no dia 25 de abril. A aluna Sabrina Aparecida Vizentin relatou um pouco sobre essa experiência: “Tive a oportunidade de conhecer mais sobre a cultura e o modo de vida desses povos, visitar seus locais de rituais religiosos, de cantos e de danças. Conheci a escola da comunidade, onde foi apresentada uma música em Guarani pelas crianças. Conversei com pessoas da comunidade e ouvi sobre suas histórias. A visita foi uma experiência enriquecedora e me permitiu ter uma visão mais ampla sobre os povos Guarani e Kaigang”.

Quem também compartilhou um pouco da experiência dessa visita foi o aluno Jeferson Dariva Singer: “A imersão na cultura de forma prática foi uma grande oportunidade de aprendizado. O contato direto com os indígenas, no seio dos seus lares, valeu mais que muitas aulas teóricas sobre o tema. Avistava indígenas pelo município de Francisco Beltrão, mas faltava entendimento acerca desta etnia. Meu nível de compreensão se elevou e estou impelido a continuar aprendendo ainda mais”.

O professor José Lúcio fez a seguinte avaliação sobre o I Abril Indígena: "Foi muito significativo, tanto para alunos como para servidores, por se tratar de ação que integra uma programação ampla, que busca mobilizar a comunidade acadêmica para questões sociais e culturais latentes, tanto para a formação universitária, quanto para o exercício profissional, independente da área de atuação, o que contribui para a efetivação do papel social da Universidade junto à comunidade”.