UTFPR firma parceria de R$ 39 milhões com petrolífera chinesa para pesquisa tecnológica

A UTFPR e a petrolífera chinesa Cnooc (China National Offshore Oil Corporation) assinaram na segunda-feira, dia 23, um acordo de R$ 39 milhões para a realização de pesquisa no Núcleo de Escoamento Multifásico do Campus Curitiba ; o projeto terá duração de 48 meses.
A pesquisa tem como objetivo desenvolver estudos avançados, com alto teor de inovação, teóricos e experimentais, sobre os principais problemas de garantia de escoamento encontrados durante a produção de petróleo e gás em águas profundas. Os estudos serão realizados em colaboração com três instituições estrangeiras: Escola de Minas do Colorado (Estados Unidos), Escola de Minas de Saint-Etienne (França) e Instituto Nacional de Ciências Aplicadas de Toulouse (França).
“Esta parceria conecta a excelência acadêmica da UTFPR com a liderança tecnológica global da Cnooc no setor de energia. Por meio dessa parceria, avançamos na inovação aplicada, na cooperação em pesquisa internacional e na formação de profissionais altamente qualificados para os desafios da transição energética”, destacou o reitor Everton Lozano durante a cerimônia de assinatura do acordo, que contou com a presença de representantes do presidente da Cnooc Brasil, Yehua Huang, e do gerente do departamento de assuntos gerais da empresa, Lin Qingyi.
Para o coordenador do Nuem, professor Rigoberto Morales, do Departamento Acadêmico de Mecânica do Campus Curitiba , o novo projeto reflete o grau de excelência dos pesquisadores do núcleo. “Temos desenvolvido diversos projetos de P&D financiados pelas diversas companhias do setor de petróleo que operam no Brasil. A capacidade de execução de projetos da nossa equipe está relacionada ao grande número de pesquisadores envolvidos e à característica multidisciplinar desse grupo, que envolve expertises dos departamentos de Mecânica, Eletrônica e Química”, comenta.
Os resultados da pesquisa incluem informações, metodologias e modelos aplicáveis ao projeto e dimensionamento de linhas de produção, ao gerenciamento de problemas relacionados à garantia de escoamento - como a presença de hidratos e parafinas - e ao sequestro de carbono, com foco no transporte de CO₂, puro ou com contaminantes, por meio de tubulações. As soluções geradas devem fortalecer a eficiência operacional das companhias do setor e apoiar iniciativas voltadas à sustentabilidade e à mitigação de emissões.
