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Academia de Letras e Artes de Pato Branco - ALAP

Academia de Letras e Artes de Pato Branco - ALAP

Publicado 12/8/2022, 1:37:06 PM, última modificação 12/8/2022, 2:23:26 PM
Professora da UTFPR-PB toma posse como novo membro da ALAP em solenidade no dia 25 de novembro

Jurema Edy Pereira e Rosangela Marquezi

No dia 25 de novembro, na Câmara Municipal de Vereadores, ocorreu a posse de novos membros da Academia de Letras e Artes de Pato Branco (ALAP). Um desses novos membros empossados é a professora do Departamento de Letras (DALET) da UTFPR-PB Rosangela Aparecida Marquezi.

A ALAP tem entre seus principais objetivos reunir e prestigiar pessoas residentes em Pato Branco ou em outras cidades, independentemente de onde tenham nascido, que se dediquem com dignidade à arte de escrever ou de poetar, ao cultivo da arte em todas as formas de manifestação e que demonstrem em sua obra os mais sólidos vínculos de afetividade com o município, sua história, sua tradição, seu povo e, por sua vez, com a cultura nacional (Art. 3º de seu Estatuto).

Professores da UTFPR-PB tem uma ligação muito estreita com a Academia, fazendo parte de sua história desde sua fundação, em 22 de junho de 2001. A professora Neri França Fornari Bocchese e o professor Sittilo Voltolini (em memória) são membros fundadores, responsáveis, entre outros, pela formação da ALAP.

Além deles, também passaram a compor a academia Elizabeth Maria Chemin Bodanese (2008), Adriana dos Santos Auzani (2008- atualmente desligada da Academia) e Denise Maria Bueno Ponzoni (2016). Todos tinham em comum a preocupação em preservar a história de Pato Branco, que se transformou em ação ao participarem do Projeto Resgate Histórico de Pato Branco, inicialmente instituído pelo CEFET-PR - Unidade de Pato Branco, por meio da Portaria nº 013/93. Esse projeto registrou as histórias que deram origem à cidade de Pato Branco.

A ALAP tem participado ativamente, em 2021 e 2022, de ações em prol da arte e da cultura no município de Pato Branco, tais como: Mostra de Artes Plásticas, Lançamento de livros de escritores da ALAP e 2º Fórum Pato Branco – Cidadão para o Mundo, que aconteceu nos dias 1 e 2 de dezembro. Ainda, neste ano, no dia 22 de junho, a ALAP comemorou 21 anos de sua fundação. São 21 anos promovendo ações em prol da arte e da cultura do município de Pato Branco e da região Sudoeste do Paraná.

Em seu discurso de posse, a professora Rosangela ressaltou a importância de se ter uma Academia de Letras e Artes em uma cidade: “[...] pois sem arte, caras e caros, todo discurso é triste, todo discurso é vão, todo discurso desmorona... no chão. E é por isso que honro e aplaudo a todas e todos que fazem parte desta Academia, principalmente a seus fundadores, pois sei – a partir de minha leitura de mundo – o valor de uma instituição que luta pela arte. E por ser disso sabedora, é que me comprometo, também, a contribuir cada vez mais com a luta pela cultura e arte de nossa cidade, pois tenho a convicção, como já disse, de que a arte pode nos salvar da ignorância e dos absurdos deste mundo".

A professora Rosangela, além de trabalhar com a arte da literatura na UTFPR, nas disciplinas de Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, Literatura Afro-Brasileira e Poesia Brasileira dos séculos XX e XXI, também desenvolve projetos de extensão na área, tais como o COLETivizando Ideias, que – dentre outras atividades – é responsável pelo Clube de Leitura Egéria – Letras Lê Mulheres e por um canal no YouTube que dá dicas de livros. Outro fruto do COLETivizando Ideias é a publicação do livro Conversaiando com mulheres das letras, que conta com 14 ensaios de mulheres das letras sobre mulheres das letras – resultado do “Elas por Elas”, que faz parte do projeto de extensão e que foi organizado em parceria com a professora Letícia Lemos Gritti e a jornalista Daiana Pasquim.

A professora também tem participações (contos, poemas e crônicas) em coletâneas e antologias no Brasil e em Portugal e, recentemente, passou a compartilhar as suas crônicas da Sustância no Feminário Conexões – Coletivo Feminino & Contemporaneidade. Já foi selecionada em concursos literários, sendo os mais recentes: Dois países: uma só alma/Due paesi: una sola anima, concurso bilíngue com apoio cultural, dentre outros, do Museu de Imigração do Estado de São Paulo (2022); A obra de Maria Valéria Rezende – resenhas e variações, I concurso literário Mulherio das Letras Brasil e Portugal (2021).