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Encerramento SBQSul

Encerramento SBQSul

Publicado 12/1/2022, 8:39:00 AM, última modificação 12/13/2022, 12:00:12 PM
410 inscritos participaram das atividades do evento, que contou com Miniconferências, plenárias, sessões coordenadas e apresentação de pôsteres.

O 28º Encontro de Química da Região Sul – SBQ – Sul 2022, evento sediado na UTFRP Campus Ponta Grossa entre os dias 23 e 25 de novembro, teve a participação de nomes renomados da ciência brasileira. No total, 410 inscritos participaram das atividades do evento, que contou com Miniconferências, plenárias, sessões coordenadas e uma sessão de apresentação de pôsteres, realizado no dia (25) no Ginásio da universidade. 

O evento teve como tema o Ano Internacional das Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável da UNESCO, com o objetivo discutir como a Química, bem como as demais ciências básicas diretamente em contato com ela, devem ser protagonistas no direcionamento de ações e políticas que visem o desenvolvimento sustentável. 

O Encontro de Química da Região Sul ocorre anualmente em um dos três estado da região Sul do Brasil. Ponta Grossa deveria receber o evento em 2020, mas por conta da pandemia o calendário foi alterado e em 2021 foi realizado em Santa Catarina, organizado pela UNIVALE. Em 2023, será no Rio Grande do Sul, sediado pela Universidade Federal de Pelotas. 

A Coordenadora do curso de Licenciatura em Química da UEPG e Membro da comissão organizadora da SBQSul, Luciana de Boer Pinheiro de Souza, conta que a decisão de Ponta Grossa sediar o evento foi definida em assembleia em 2019, contanto com participação de docentes da UTFPR Campus Ponta Grossa e da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).  “Durante a assembleia professores das duas instituições resolveram fazer um parceria para organizar o evento. Essa parceria foi muito positiva tanto para a realização do evento, como para novas propostas de trabalho conjunto como projetos e até a realização de novos eventos”, diz Luciana. Ela lembra que essa foi a primeira vez que duas universidades trabalharam juntas na realização do evento. 

Para a professora o evento deixa como legado para Ponta Grossa a visibilidade das duas instituições organizadoras do evento e da própria cidade, que saem com seus nomes fortalecidos.  “A UTFPR e a UEPG ganha destaque no meio acadêmico e com isso mais alunos passam a buscar os cursos, os programas de pós-graduação e até mesmo pesquisadores para fazer colaborações. É uma maneira de apresentar as instituições para os inscritos que participaram do evento.” 

Fake News

Notícias falsas ou informações mentirosas que são compartilhadas como se fossem reais e verdadeiras, divulgadas em contextos virtuais, especialmente em redes sociais ou em aplicativos para compartilhamento de mensagens, assim são definidas as fake news. Esse foi um dos temas abordados pelo, prof. Dr. Luiz Carlos Dias, que falou como a ciência pode contribuir no combate às fake news, na plenária que teve como tema “Ciência como Ferramenta de transformação Social e combate ao negacionismo”. 

O cientista destaca que durante a pandemia a sociedade brasileira foi tomada de assalto por uma onda enorme de desinformação, relativizando a crise sanitária, atacando as medidas não farmacológicas como uso de mascara, distanciamento social, lavagem das mãos e, por fim, desacreditando a eficácia das vacinas, o que segundo o estudioso é uma conquista maravilhosa que nos salvou da pandemia. O estudioso diz que nunca a sociedade brasileira teve tanto acesso as conquistas de ciência como nesse período, porém foi necessário um combate contra a desinformação que se espalhou no país. “Nós tivemos que travar uma luta insana, desigual, contra a retórica oficial que era antivacina, anticiência”, salienta o cientista.  

Para combater a desinformação o palestrante explica que foi necessário um movimento por parte da comunidade acadêmica, que ganhou apoio da mídia e outros atores sociais, para que a informação correta pautada, no que ele define como, a melhor ciência chegasse à população. “Foi à maneira, de forma não muito organizada, porque nunca nos preparamos para isso, que auxiliamos nesse combate a essa onda enorme de desinformação. Nós tivemos muitas conquistas, mas a gente derrapou muito na campanha de vacinação infantil”, conta Dias, destacando a queda na procura pelas vacinas, por parte de pais e responsáveis, principalmente no momento do reforço. 

Nessa luta da ciência no combate a desinformação, o professor destaca que ainda há muito a aprender, para aproximar a produção cientifica das universidades e a população brasileira, o que perpassa um processo de reflexão do próprio cientista, para que ele consiga explicar para a sociedade todo o conhecimento que é produzido nas universidades, pela ciência e nas comunidades acadêmicas. “Se a gente quiser defender as nossas instituições publicas, as nossas universidades, se quisermos defender a ciência, nos precisamos que a sociedade esteja do nosso lado, mas a gente tem que aprender a conversar com a sociedade, levar esse conhecimento fantástico que a gente produz dentro das nossas instituições para a sociedade, traduzindo de forma simples”, enfatiza.

Dias afirma que é preciso ampliar a divulgação cientifica levando essas atividades, através de ações lúdicas, para as escolas, praças e ruas, porque isso tem um grande efeito multiplicador. Dias acredita nas atividades de extensão como um dos caminhos obrigatórios para esse estreitamento de laços entre as universidades e a sociedade, destacando que a extensão precisa receber muitos incentivos nos próximos anos por parte das instituições de ensino e suas Pro-Reitorias de Extensão, lembrando que é importante estar atento as demandas sociais e criar laços com lideres comunitário.