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PROJETO “ROTA 2030”

PROJETO “ROTA 2030”

Publicado 12/13/2022, 5:11:33 PM, última modificação 12/13/2022, 5:13:07 PM
Reunião apresenta resultados finais para parceiros. Evento realizado em formato hibrido contou com transmissão simultânea e teve a presença de pesquisadores e representes da indústria.

Representantes do Projeto Rota 2030 participaram da reunião de encerramento, nos dias 12 e 13 de dezembro, que teve como objetivo principal apresentar os resultados finais dos trabalhos de Recuperação de moldes para fundição sob pressão de alumínio por técnicas avançadas de manufatura. O evento, realizado em formato hibrido, foi sediado no Campus Ponta Grossa, contando com transmissão simultânea. A reunião teve a presença de pesquisadores e representes da indústria.

O Coordenador do Projeto Rota 2030 na Linha IV, no Campus Ponta Grossa, Anderson Geraldo Marenda Pukasiewicz conta que projeto foi iniciado há um ano e meio, com objetivo de trabalhar com tecnologias mais imediatas e com caráter mais aplicado para a indústria, sendo definido como campo de atuação a recuperação de moldes para a injeção de alumínio. “Esses moldes dão o formato do motor, do cabeçote do motor, e de diversos componentes que utilizam o alumínio na sua fabricação. Esse material é fundido e injetado dentro de um molde, que desgasta com o tempo de uso. Nosso trabalho é aprimorar essa tecnologia do molde para que ela resista mais tempo” explica.  

Atualmente as peças e as ferramentas que foram produzidas através do Projeto Rota 2030  aguardam para efetivamente entrar na linha de produção da RENAUT.  Segundo o coordenador do projeto, quando entrarem na linha de produção, haverá um tempo de avaliação de cerca de um mês, para saber se a tecnologia desenvolvida atingiu o nível desejado de desempenho na indústria.

As atividades do Projeto Rota 2030 foram desenvolvidas em parceria entre os campi Ponta Grossa, Curitiba, Cornélio Procópio e Londrina da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), envolvendo alunos da Graduação e da Pós-Graduação. O professor Marenda comenta que dentro das instituições parceiras participaram do projeto um aluno de Pós-Doutorado, dois alunos de doutorado, dois alunos de mestrado e quatro alunos de graduação, sendo as atividades desenvolvidas no programa de Doutorado em Engenharia Mecânica do Campus Curitiba, nos Programas de Mestrado em Engenharia Mecânica dos campi Ponta Grossa, Cornélio Procópio e Londrina e no Doutorado de Física da UEPG.

Benefícios acadêmicos

Para os alunos que participam do Projeto o professor Marenda destaca dois benefícios. O primeiro é a observação de quê o conhecimento trabalhado dentro da academia é aplicado na indústria. O segundo é visibilidade que esses acadêmicos adquirem dentro das empresas. “Você consegue que o mercado conheça os alunos e conheça as universidades. Você passa a trabalhar com essas empresas já tendo um contato mais próximo”, resume. Além desses dois pontos, o professor observa o desenvolvimento dos alunos quanto ao trabalho em equipe, com atividades compartilhadas e responsabilidades individuais, que vão gerar nesses futuros profissionais habilidades requeridas pela indústria.  

O Coordenador do Projeto, afirma que esse processo insere no mercado de trabalho alunos que vivenciaram os problemas da indústria e que participaram da sua solução de maneira mais completa. “Nós sabemos que dentro da indústria há uma necessidade de grandes atividades, mas o tempo é muito curto para eles. Quando eles trazem esses problemas para a academia, nos buscamos aprimorar uma análise mais critica das dificuldades e problemas e conseguimos visualizar isso de forma mais completa, isso auxilia a empresa e contribui para a formação dos alunos”, completa.

O projeto

O professor Andersom informa que é a indústria que define as linhas de pesquisa que compõe os editais do Projeto Rota 2030. A partir dessa definição, as universidades montam um projeto, já alinhado com empresas parceiras, para posterior submissão.

O Edital financia os projetos selecionados, custeando as bolsas dos alunos e professores, bem como os custos envolvidos no desenvolvimento desses projetos. Nesse sentido, o professor Marenda destaca que boa parte desse custeio acaba revertendo para a universidade. “O edital custeia as bolsas e a cooperação grande com as empresas, o que faz aumentar o contato da universidade com a indústria. Com isso, conseguimos alavancar novas parcerias. São empresas que vão procurar serviço, estagiários, novas linhas de pesquisa, o que acaba divulgando o nome da universidade para a sociedade”, salienta.