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Iniciação Científica Internacional

Câmpus participa do Programa de Incentivo à Formação Científica de Estudantes de Cabo Verde, Angola e Moçambique

Iniciação Científica Internacional

O Angolano Elmer de Jesus Passageiro Conceição realiza seus estudos, no Brasil, sob orientação do Prof. Rodrigo Lingnau, docente do Câmpus Francisco Beltrão, da UTFPR

Anualmente, a CAPES entra em contato com as Universidades Brasileiras que desejam oferecer vagas, gratuitamente, para a vinda dos alunos participantes do Programa de Incentivo à Formação Científica de Estudantes de Cabo Verde, Angola e Moçambique, do Pific-Profor, mantido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O programa visa oferecer estágios em áreas de pesquisa mutuamente acordadas, em universidades brasileiras, durante o período das férias acadêmicas. Na UTFPR, o programa está sendo desenvolvido entre os meses de janeiro e março de 2012.

Dos dez estudantes recebidos pela UTFPR em 2012, um já está desenvolvendo suas atividades no Câmpus Francisco Beltrão desde o dia 13 de janeiro. Trata-se do Angolano Elmer de Jesus Passageiro Conceição, acadêmico da Faculdade de Ciências da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, que realizará seus estudos sob orientação do Prof. Rodrigo Lingnau, vinculado ao projeto “Conservação e Diversidade de Anfíbios no Sudoeste do Paraná”.

Como parte de suas atividades, Elmer está colaborando na organização da coleção científica de anfíbios, no Laboratório de Biologia, na organização da coleção de material bibliográfico, e já participou de saída a campo em Francisco Beltrão. Estão sendo previstas, também, viagens de campo para outras regiões, no Sudoeste do Paraná, em busca de novos inventários da fauna de anfíbios ainda não conhecida na região. Além disso, o aluno também irá colaborar nas saídas a campo do projeto recém-aprovado no Edital 14/2011 Universal CNPq, “Anfíbios ameaçados de extinção em riachos: qual o seu real estado de conservação e as ameaças a que estão submetidos?”

Indagado sobre a importância do Programa para o seu desenvolvimento acadêmico, Elmer afirma estar absorvendo muitos conhecimentos que serão benéficos para seu futuro acadêmico e profissional, “Participar deste Projeto me deu a oportunidade de conhecer novas realidades, mesmo no sentido acadêmico. Aprendo muito com o Prof. Lingnau, pois, em Luanda, realizo trabalhos com plantas, e aqui no Brasil estamos desenvolvendo pesquisas com anfíbios, algo totalmente novo para mim.”

Quanto aos outros nove alunos, dois estão desenvolvendo atividades de iniciação científica no Câmpus Apucarana, seis em Pato Branco e um em Curitiba. Todos com data prevista para o retorno a seus países de origem no dia 12 de março.

De acordo com informações da DIRCOM, esta é a terceira vez que a UTFPR recebe alunos de intercâmbio pelo Pific-Profor. No segundo semestre de 2010, estiveram na universidade oito alunos de Moçambique. Já no segundo semestre de 2011, quatro estudantes de Cabo Verde desenvolveram projetos de iniciação científica na instituição.


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aiba mais sobre o programa

O que é?

O Programa de Incentivo à Formação Científica de Estudantes de Cabo Verde e Moçambique busca, no âmbito da Iniciação Científica, e de acordo com as disponibilidades orçamentárias do Ministério das Relações Exteriores e da CAPES, projetos de execução anual, que possibilitem estudantes de graduação de Angola, Cabo Verde e Moçambique, realizar, no Brasil e gratuitamente, estágios em áreas de pesquisa mutuamente acordadas, em universidades brasileiras, durante o período das férias acadêmicas.

Quais os órgãos envolvidos no Brasil? E quem faz o que?

- O Ministério das Relações Exteriores é o responsável pelo custeio e emissão das passagens aéreas para que os alunos possam vir ao Brasil.
- A CAPES é a responsável pela liberação dos recursos para o pagamento da bolsa de iniciação científica e de despesas com a acomodação e alimentação dos alunos;
- As Universidades Brasileiras que demonstrarem interesse no Programa recebem os alunos para ocupar vagas em cursos e ter acesso a laboratórios e à sua estrutura acadêmica. Além disso, devem colaborar com a manutenção do Programa, oferecendo alojamentos e acesso aos Restaurantes Universitários (quando possível). Por fim, é responsabilidade da Universidade a recepção dos alunos no aeroporto, quando de sua chegada, e o transporte até o aeroporto, quando de sua partida.

 

Atualizado em 25.1.2012
Fontes: Diretora de Relações Interinstitucionais e DIRCOM

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