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Pesquisadores desenvolvem mais um respirador de baixo custo

Pesquisadores desenvolvem mais um respirador de baixo custo

Mais um ventilador pulmonar de baixo custo foi desenvolvido por pesquisadores da UTFPR, desta vez no Câmpus Londrina . O equipamento foi criado utilizando a tecnologia “open source” (software com código aberto). O equipamento permite ser utilizado em modo controlado ou assistido/controlado. 

Ventilador pulmonar desenvolvido por equipe do Câmpus Londrina em parceria com o Hospital do Câncer (Foto: acervo pesquisa)

O primeiro modo não existe nenhuma participação do paciente e, no segundo, esta ocorre apenas no início da fase inspiratória, exigindo esforço para impulsionar o momento em que a ventilação deverá ser iniciada. O equipamento também permite o ajuste da pressão PEEP (Pressão positiva no final da expiração), razão inspiração/expiração, tempo de apneia, volume e número de ciclos por minuto, além de sistema de segurança para evitar pressões acima de valores ajustados pelo operador.

O projeto foi criado e desenvolvido em parceria com o Hospital do Câncer de Londrina , pelos professores Janksyn Bertozzi, Janaina Fracaro de Souza Goncalves, Roger Nabeyama Michels, Rafael Sene de Lima e Ricardo de Vasconcelos Salvo, e pelos médicos Paulo Emílio Fugant, Luiz Wanderlei Roman e Janne Stella Takahara. Os alunos Renan Poli Nakahara e Lucas Vasquez Ugolini também integram a equipe.

Os trabalhos tiveram início no final do mês de maio, com o objetivo de colaborar com os esforços mundiais de enfrentamento do Covid-19. Foi iniciado após uma visita dos professores e alunos ao Hospital do Câncer que, orientados pela engenheira biomédica Nathany Lopes, puderam conhecer de perto como se dá o funcionamento do equipamento. Na sequência, o grupo buscou adquirir sensores e atuadores disponíveis nacionalmente e compatíveis para o desenvolvimento do algoritmo e circuitos de controle do ventilador.

De acordo com os professores Janksyn  e Janaina, para a fabricação da maioria dos componentes, a equipe utilizou do método de manufatura aditiva (impressão 3D). Ao final, o custo do protótipo ficou em R$ 1.100,00, valor que pode ser reduzido com a aquisição dos componentes em quantidade. “A escolha pela manufatura aditiva, embora possa encarecer o processo em larga escala, foi um método eficaz, já que a tecnologia utilizada possibilitou a confecção das peças, agilizando todo o processo e investimentos”, explicaram.

O equipamento já está em fase de testes junto ao Hospital do Câncer e será enviado para ser validado os demais órgãos controladores.

Mais informações com os professores Janksyn (janksynbertozzi@utfpr.edu.br) ou Janaina (janainaf@utfpr.edu.br). 

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