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Docente da UTFPR Curitiba publica obra sobre impressão 3D

Docente da UTFPR Curitiba publica obra sobre impressão 3D

Professor organiza livro que compila desenvolvimento atual da manufatura aditiva no Brasil e no mundo

Neri Volpato, docente e pesquisador do Departamento de Mecânica (DAMEC-CT), é organizador do livro que acaba de ser lançado "Tecnologias e Aplicações da Manufatura Aditiva", princípio tecnológico de ponta, conhecido também como impressão 3D. Além de coordenar os trabalhos de redação de outros 10 pesquisadores de universidades e institutos de pesquisa brasileiros, o professor é autor e coautor de capítulos da obra.

"São várias tecnologias que estão debaixo do guarda-chuva 'manufatura aditiva' e temos um grupo de instituições brasileiras envolvidas", detalhou o professor. "Meu trabalho como organizador foi desenhar a estrutura do livro e definir a 'cara' da obra, que levou aproximadamente dois anos para ficar pronta. Levantamos e convidamos os pesquisadores brasileiros atuando na área a serem autores responsáveis por determinados capítulos. Esses podiam envolver outros colaboradores à sua escolha, portanto, o livro é o trabalho de uma comunidade de especialistas na área". 

O livro reúne 17 capítulos que relatam tecnologias e aplicações de manufatura aditiva (Additive Manufacturing - AM), sendo a terceira obra do professor dedicada ao tema. Nos primeiros capítulos estão as tecnologias disponíveis (diversos processos de adição, matérias-primas) e, depois, as aplicações, que são muito versáteis (prototipagem, saúde, design...), sendo todos revisados por pares, coordenados entre si e de caráter multidisciplinar. Nosso objetivo principal é divulgar a tecnologia no Brasil", concluiu prof. Volpato. 

Direcionador tecnológico 

"A manufatura aditiva não é simplesmente uma tecnologia. Ela é um princípio de fabricação a partir do qual tecnologias e aplicações são criadas e que está dividindo a manufatura em antes e depois dela. Pelo desenvolvimento que vem tendo e por seu potencial de transformar diversas áreas produtivas e de pesquisa, nós chamamos esse tipo de avanço de direcionador tecnológico", explica o professor. O princípio da impressão 3D é materializar qualquer modelo 3D digital, projetado em softwares específicos, através da adição de camadas de material, daí o nome – o componente é produzido "da base até o topo", em oposição à mais tradicional manufatura subtrativa, onde há remoção de material de um bloco sólido para criar a peça desejada.

Mas não há apenas uma forma de produção dos componentes em AM. "Você pode ter máquinas baseadas em fusão por laser, extrusão, jateamento, fotopolimerização em cuba, ou seja, há diversas tecnologias aditivas para a impressão 3D. E a partir de cada uma delas é possível desenvolver variadas aplicações, o que de fato vem acontecendo. Inclusive, há aplicações potenciais nos diversos estágios do desenvolvimento de um produto. Uma delas bastante usada é a prototipagem rápida, onde os profissionais envolvidos num projeto imprimem o modelo físico de um objeto ou peça para testar o funcionamento, auxiliar na discussão entre áreas, etc. A AM virou uma ferramenta que facilita a engenharia simultânea", relata o professor.

Prof. Volpato é coordenador do Núcleo de Manufatura Aditiva e Ferramental (NUFER), grupo de pesquisa com laboratório localizado no bloco M da sede Ecoville. Ali, o pesquisador e equipe desenvolveram um software de planejamento de processo para AM em parceria com os colegas do departamento de informática - "100% desenvolvido no Campus Curitiba ", orgulha-se o docente. No NUFER há aplicações desde fabricação de próteses para seres vivos até criação de modelos de rochas que são usados na pesquisa de exploração de petróleo; e abriga vários estudantes de pós-graduação e suas pesquisas.

No caso da AM ou impressão 3D, a UTFPR e seus professores, como o prof. Volpato, trabalham com e desenvolvem o estado da arte em uma área tecnológica. Além disso, o professor produz literatura especializada para informar outros pesquisadores , o setor produtivo e, enfim, a sociedade brasileira, "demonstrando a competência e o compromisso com a tecnologia e o interesse público de nossa instituição", avalia o professor.

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