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Escritório Verde oferece curso para beneficiar catadores de recicláveis

Escritório Verde oferece curso para beneficiar catadores de recicláveis

Publicado 10/6/2025, 1:49:10 PM, última modificação 10/6/2025, 3:04:02 PM
Extensão coordenada pelo professor Eloy Casagrande ministrou Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos para cooperativas

Quinze representantes de cooperativas de catadores de materiais recicláveis participaram do curso "Gestão de Resíduos Eletroeletrônicos" (REE) no Escritório Verde do campus Curitiba em setembro. A oferta foi uma parceria com o Instituto GEA (uma ​entidade ambiental sem fins lucrativos, especializada em Educação Ambiental), com patrocínio de programa da Caixa Econômica Federal.

O objetivo central da capacitação foi ensinar aos catadores como reconhecer itens de informática individuais (os REE: placas-mãe, baterias, monitores, telas, semicondutores, etc). "A ideia foi fazer da reciclagem um ato de sustentabilidade, mas também um negócio rentável para os participantes. Se vendidos como sucata metálica, calcula-se em R$ 950 o valor de uma tonelada, já o mesmo volume de computador desmontado é avaliado em R$ 15 mil", explica o professor Eloy, coordenador do Escritório Verde.

"Sem separar os itens, o lucro vai embora. Agora aprendemos como trazer mais recursos para ficar com os cooperados", disse Mylena Santana, do Mundo da Reciclagem, uma das cooperativas participantes, que fica no bairro Parolin, em Curitiba . Além dela, participaram as cooperativas Kattar, Reciclemais e Eco Recicla Ambiental  (todas do Parolin),  ACMRC (de Contenda, na Região Metropolitana de Curitiba - RMC), Cataparaná Resol, Acarfs (Campo Magro) e ACR Comunidade Unida (de Fazenda Rio Grande, também na RMC).

Uma programação abrangente

Na programação da oficina estão também parcerias com programas como HP, Green Eletron e Iworc, estruturação de centros de desmontagem e separação de componentes, ampliação dos negócios com compra direta de materiais de catadores avulsos, além do fortalecimento de redes colaborativas.

Outro tópico abordado foi conhecimento legal, já que, entendendo as leis a respeito de resíduos, as cooperativas "podem atuar com mais segurança jurídica e reivindicar seus direitos com mais propriedade", detalha Eloy. Isso também ajuda a ter acesso a políticas públicas, pois, por exemplo, o governo federal tem iniciativas de apoio aos catadores.







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