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Ivone Sucla: uma vida dedicada à UTFPR-CT

Ivone Sucla: uma vida dedicada à UTFPR-CT

Publicado 1/10/2024, 9:08:08 PM, última modificação 1/25/2024, 10:23:11 PM

Funcionária da UTFPR-CT desde 1986, Ivone da Costa Dias Sucla hoje lidera o Departamento de Registros Acadêmicos (DERAC) do campus Curitiba . Nascida no Maranhão, carrega a sabedoria nordestina no trabalho: responsabilidade e respeito, mas firmeza quando necessário. Essas características foram essenciais para guiá-la em sua trajetória na UTFPR, algo que leva consigo com orgulho e afeto. Aqui, fez amigos e conheceu histórias que marcaram sua vida para sempre.   

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Conta um pouco da sua trajetória para nós?

Eu nasci em São Luis - MA, tenho 55 anos, comecei a trabalhar na UTFPR-CT em 1986, na Diretoria de Apoio às Atividades de Ensino como secretária da Regina Mestrinho. Em 1987,  vim para a Secretaria Acadêmica em permuta com outro servidor.

Neste departamento estou até hoje. No Departamento de Registros Acadêmicos (DERAC) construí muitas amizades, tive um grande crescimento pessoal e profissional, sou grata pelas oportunidades que já tive que foram importantes para o meu amadurecimento profissional. Já participei de várias comissões, dentre eles o COGEP e estou na chefia do departamento desde 2008.

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O que te trouxe para Curitiba e para a UTFPR?

Foi por meio da minha irmã Graça que na época era estudante, soube da vaga e fez a minha indicação para o cargo. Tenho muito a agradecer a minha irmã, já que tudo começou com a indicação dela ao serviço; à Lucinha (Professora Maria Lucia Valenga) que muito contribuiu e contribui para o meu crescimento, a nossa parceria é tão grande que tem hora que não sabemos quem é a chefe de quem; aos colegas do DERAC e muitas pessoas que, de forma direta ou indireta, contribuíram para o meu crescimento pessoal e profissional. Há muitas histórias para contar de um departamento que tenho convivido por muito tempo.

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Com mais de 30 anos de casa, você acompanhou a transformação do antigo Cefet em UTFPR. Como foi sua experiência durante esse período? 

Ao longo desses anos houve muitas mudanças e todas são significativas. Porém, é inevitável o saudosismo da época dos cursos técnicos, os pátios cheios de alunos, matrículas com filas intermináveis noites adentro, coordenadores todos reunidos numa sala só para atendimento dos problemas de matrículas, marcando com risquinho o preenchimento das vagas nas disciplinas (dia da inclusão nos dias atuais) e depois corria para outra sala para a secretaria processar isso e só acabava o expediente quando o último aluno era atendido. 

Foram muitas matrículas manuais pintando bolinhas no cartão de matrícula equivalente ao cartão da mega sena. Os históricos escolares eram pré-impressos e entregues nos corredores da instituição pelos servidores da secretaria e bolsistas. No início do semestre os diários de classe eram entregues em folha A3 matricial para os departamentos e no final do semestre eram devolvidos para conferências na secretaria, com cobranças extremas devido ao atrasos na entrega. São muitas recordações.

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Hoje você é chefe do Departamento de Registros Acadêmicos (Derac), uma seção muito importante na universidade. Como mulher, ocupar um cargo de chefia tão relevante como esse tem um peso muito simbólico. Que mensagem você passaria para outras mulheres que desejam ocupar uma posição de liderança?

Fazendo o seu serviço corretamente, com responsabilidade, respeito às regras e à legislação, tenha ética, tenha empatia com o próximo, mas acima de tudo, quando for necessário, seja pulso firme sem ser arrogante e se preciso for puxe a "peixeira".

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Em todos esses anos de UTFPR é certo que você teve contato com várias pessoas e histórias de vida. Pode compartilhar alguma que guarde com carinho? 

São muitas histórias de balcão. Teve uma ocasião que um pai veio pedir declaração de matrícula e questionei o porquê, sendo que o próprio aluno que deveria solicitar. Ele acabou revelando que era para fins de ação judicial, por motivo de pensão alimentícia. Acabei perguntando ao pai por que ele mesmo não dialogava com o filho e pedia o documento, visto que a relação entre eles já estava tão comprometida e ficaria pior quando o filho descobrisse que tinha sido suspensa a pensão alimentícia através de uma ação judicial. O pai acabou concordando comigo e acabei sendo agradecida pelo conselho. Enfim, foram muitos momentos engraçados, tensões, angústias, decepções, muitas tarefas cruzadas / acumuladas para serem atendidas ao mesmo tempo.


































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