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“Podem acreditar, nós somos capazes de fazer qualquer coisa”, compartilha Laryssa Ferreira

“Podem acreditar, nós somos capazes de fazer qualquer coisa”, compartilha Laryssa Ferreira

Publicado 12/9/2024, 12:42:30 PM, última modificação 12/9/2024, 12:42:55 PM
Mestranda da UTFPR, a pesquisadora concilia a maternidade com a ciência e aconselha outras mulheres a não desistirem

Natural do interior de Tocantins, Laryssa Rodrigues Santos Ferreira é cientista desde criança. Em Miracema, cidade em que nasceu, assistia as borboletas que viviam em sua casa e imaginava experimentos enquanto observava os casulos. Nessa época, sonhava em usar jaleco, inventar algo ou ter uma grande ideia que pudesse mudar o mundo. Hoje, aos 27 anos, Laryssa é mestranda do Programa de Pós Graduação em Engenharia Elétrica e Informática Industrial (CPGEI) da UTFPR, com direito a jaleco e muita pesquisa científica. 

Quando entrou para o curso de Engenharia Mecatrônica, na UTFPR, a primeira experiência mais estruturada que teve com a pesquisa foi na iniciação científica (IC), ajudando uma mestranda da área de Ciências Ambientais. Naquele momento, Laryssa descobriu outro lado da Química, se apaixonou e investiu na área. “No ensino médio, eu era péssima em química e na IC eu vi de perto que a química é interessante de muitas formas”, compartilha.

Além disso, a pesquisadora também desbravou outra área que exige certo conhecimento científico e bastante experimentação: a maternidade. Mãe do Otto, Laryssa precisa se esforçar para conciliar os cuidados com o filho e a pesquisa na área de monitoramento de escoamentos. 

“Conciliar o mestrado e a maternidade é um desafio imenso. É um novo ser que acabou de chegar e você tem que aprender tudo sobre ele e ao mesmo tempo tem a pesquisa que também demanda uma grande parte da nossa vida. Nesse primeiro momento eu tento dedicar o pouco tempo livre que tenho para escrever parte da minha dissertação”, comenta Laryssa.

O mestrado da cientista é importante. Com o monitoramento feito por sensoriamento acústico distribuído, em que o escoamento é medido continuamente e em tempo real ao longo de um cabo de fibra óptica, sinais acústicos podem ser detectados em grandes distâncias e em ambientes hostis. Na área dos fluidos, dutos de petróleo, por exemplo, que são locais de difícil acesso e avaliação, podem ser melhor estudados e conferidos, o que colabora para uma melhor tomada de decisão com relação ao futuro. 

Para chegar onde está, Laryssa precisou encarar o preconceito por ser mulher e demonstrar diversas vezes seu valor e seus conhecimentos. Apesar disso, no meio acadêmico, a cientista tem boas experiências e contou com uma rede de apoio que sempre a incentivou.

Por isso, para as futuras cientistas e mulheres que já estão na área, a Laryssa aconselha: “Nós temos que ser corajosas! Temos que mostrar que também podemos alcançar voos altos. Que temos capacidade de ocupar qualquer lugar. Às vezes o caminho não é tão fácil, seremos desacreditadas e podemos até questionar as nossas habilidades, mas podem acreditar, nós somos capazes de fazer qualquer coisa”.

Já para as mães pesquisadoras, “tudo se encaixa. Pode parecer um caos no primeiro momento, mas com o passar dos dias as coisas vão voltando para o lugar. O segredo é não desistir!”.

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