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Série de reportagens apresenta empresas juniores do campus

Série de reportagens apresenta empresas juniores do campus

Publicado 5/8/2023, 2:36:04 PM, última modificação 5/8/2023, 5:28:08 PM
Seis organizações contribuem com a experiência dos graduandos na UTFPR Curitiba

Série apresentará as empresas juniores do campus Curitiba (Imagem: IUT-CT).

O campus Curitiba da UTFPR abriga seis Empresas Juniores (EJs), um recurso educacional pelo qual estudantes de graduação, coordenados por um docente, atuam no formato de uma empresa real, prestando serviço a clientes. Toda a estrutura da empresa é vinculada à universidade, mas os clientes são participantes do mercado com demandas reais e as atividades são acompanhadas por um ou mais professores.

As EJS do campus Curitiba são: Cacto Comunicação; Cromo Consultoria (Engenharia Mecânica e Mecatrônica); Econsultoria (soluções sustentáveis); Estalo Design; Tera Engenharia (Engenharia Elétrica e de Controle e Automação); e Tetris (Arquitetura e Urbanismo e Engenharia Civil). Nas próximas semanas, o portal do campus Curitiba vai apresentar essas iniciativas, detalhando a composição, escopo de atividades, serviços oferecidos, experiências de alunos e mais.

Com a atuação nas EJs, espera-se que os estudantes tenham a chance de complementar os conhecimentos, desenvolvendo "profissionalmente os alunos por meio da vivência empresarial", explica Roberta Canto, servidora chefe da Divisão de Empreendedorismo e Inovação do campus Curitiba (DIEMI-CT). Busca-se aplicar as funções técnicas adquiridas na graduação, em um contexto prático de mercado, na área de atuação de seu curso, aprimorando o conhecimento teórico e desenvolvendo habilidades e competências necessárias para o efetivo desempenho no trabalho. "Por exemplo, o aluno que é muito bom nas matérias do curso, com a experiência na empresa júnior pode perceber que precisa também saber se comunicar com os clientes", detalha Roberta.

Outras funções formativas do modelo EJ incluem fomentar o empreendedorismo, já que o estudante pode ter uma vivência direta do ambiente profissional e da futura área de atuação, simultaneamente observando na prática a dinâmica de captação e atendimento; e também a geração de conhecimento, tanto para aluno, como para universidade e cliente, por meio da formulação de soluções para demandas específicas, via estrutura acadêmica.

Roberta Canto, chefe da DIEMI, mostra o espaço físico utilizado pelas EJs, no Ecoville (Foto: Cristiano K. Poll).

Para as empresas clientes, “contratar uma EJ pode significar a execução de um trabalho com um custo menor em relação ao mercado, bem como fomentar a formação de futuros profissionais qualificados, que eventualmente podem se tornar prestadores de serviço fiéis para a empresa ou mesmo futuros colaboradores”, explica o professor Giuseppe Pintaude, chefe do Departamento de Apoio e Projetos Tecnológicos (DEPET) e coordenador do Programa de Empreendedorismo e Inovação (PROEM) no campus Curitiba.

Aspectos formais institucionais

Na instituição, as EJs e todos os procedimentos relativos a elas devem atender ao Regulamento das Empresas Juniores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Administrativamente, no campus Curitiba, as EJs são vinculadas aos departamentos, por meio de um docente, que é o responsável. Adicionalmente, atuam o DIEMI, em funções de fiscalização e apoio às EJs, e o PROEM, também oferecendo apoio, inclusive com editais para obtenção de recursos.

Diferenças entre empresa júnior e empresa incubada

Conforme explica Roberta Canto, a principal diferença entre EJS e empresas incubadas é que a EJ sempre será vinculada à universidade, ao passo que da incubada espera-se que, após certo período, deixe a universidade e passe a disputar mercado, sustentando-se sozinha. 

A incubada conta com mentorias, suportes consultivos às suas atividades e decisões, enquanto a EJ tem a coordenação permanente de um professor. Somente estudantes da UTFPR podem fazer parte das EJs, enquanto empresas incubadas, ainda que possam ter em seus quadros estudantes e/ou egressos da instituição, admitem pessoas de fora da universidade - e os editais de incubação são abertos a qualquer pessoa.

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