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Covid-19 e Influenza estão relacionadas com as variáveis atmosféricas

Covid-19 e Influenza estão relacionadas com as variáveis atmosféricas

Publicado 9/17/2020, 12:45:36 PM, última modificação 10/31/2022, 10:13:57 AM

A temperatura combinada com a umidade relativa do ar são fatores de risco para o Covid-19 e a Influenza no Brasil. Foi o que constatou a investigação conduzida pela professora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA) do Câmpus Londrina/Apucarana, Leila Droprinchinski Martins. Essa semana foi publicado o artigo “Como variáveis ​​socioeconômicas e atmosféricas impactam surtos de Covid-19 e Influenza em regiões tropicais e subtropicais do Brasil”, no último número do periódico internacional Environmental Research.

Temperatura, combinada com a umidade relativa do ar, são fatores de risco para o Covid-19 (Foto: Freepik)

O estudo explorou as relações do Covid-19 e Influenza com as variáveis atmosféricas e socioeconômicas para regiões de clima tropical e subtropical do Brasil. Mesmo tendo a taxa de distanciamento social influenciado no número de casos, os resultados indicaram que a temperatura, combinada com a umidade relativa do ar, são fatores de risco em ambos os climas, ou seja, ambas apresentam uma sazonalidade. A

lém disso, entre as regiões estudadas, o fator de risco mais importante para o Covid-19 é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDHM), uma medida que mede renda, escolaridade e saúde, seguida da quantidade de idosos. No que diz respeito a Influenza, a diferença socioeconômica entre as regiões analisadas é suavizada, devido a vacinação realizada anualmente de forma gratuita nos idosos e grupos mais suscetíveis.

A sazonalidade mostrou semelhanças com o comportamento do Influenza nos anos anteriores. O clima teve uma influência importante tanto no Covid quanto no Influenza, sugerindo que, para a região tropical (AM, MA e CE), o vírus encontrou um clima favorável. Essa condição climática favorável, identificada por uma estação chuvosa anormal que influenciou a umidade, foi observada principalmente nos estados do Amazonas e Maranhão e pode ter contribuído para um grande número de casos. 

O estudo foi feito pela professora Leila, com a participação dos pesquisadores Iara da Silva, Wellington Vinicius Batista, Maria de Fátima Andrade,  Edmilson Dias de Freitas e  Jorge Martins.