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Desempenho no Facebook pode não indicar resultado nas urnas

Desempenho no Facebook pode não indicar resultado nas urnas

Uma pesquisa realizada na UTFPR, durante as eleições para prefeito de Curitiba em 2016, apontou que o desempenho em termos de engajamento das publicações nas páginas dos candidatos no Facebook não espelhou o desempenho nas urnas. Esse é um dos resultados do trabalho “Facebook e eleições municipais: estratégias racionais e emocionais na campanha a prefeito de Curitiba em 2016”, escolhido o melhor do XXII Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica da UTFPR (Sicite 2017) na categoria apresentação oral da área Sociais Aplicadas.

Camila Mancio, professora Edna Miola e Nayane Cardoso também apresentaram a pesquisa no Congresso Nacional da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom)

O trabalho, apresentado pela aluna do Bacharelado em Comunicação Organizacional (Câmpus Curitiba) Nayane Cardoso, faz parte de um projeto desenvolvido pelo Grupo de Pesquisa Discurso, Comunicação e Democracia (Discord). De acordo com a coordenadora do Discord e orientadora de Nayane, professora Edna Miola, os objetivos do estudo são avaliar quais foram os perfis de uso do Facebook por parte dos candidatos e os níveis de engajamento obtidos junto ao público de acordo com tais perfis.

Para isso, foram analisadas comparativamente variáveis quantitativas, como volume de publicação, distribuição temporal e tipo e volume de engajamento obtido. “Além disso, analisamos qualitativamente todos os 2.701 posts publicados pelos oito candidatos”, acrescenta Edna. Na análise qualitativa, o intuito foi identificar quais os objetivos comunicacionais de cada publicação, quais os apelos racionais acionados e quais as estratégias emocionais e de memorização utilizadas. “Essas categorias também foram avaliadas de acordo com o engajamento gerado junto ao público”, completa a pesquisadora.

Após as análises das páginas no Facebook de todos os candidatos à Prefeitura de Curitiba no primeiro turno das eleições de 2016, o grupo concluiu que, além de o desempenho na rede social não espelhar o desempenho nas urnas, as estratégias afinadas com os critérios de relevância do Facebook coincidiram parcialmente com maior engajamento do público e que nem todos os candidatos priorizaram o tipo de conteúdo mais favorecido pela plataforma. Segundo Edna Miola, os dados coletados ainda estão sendo processados e novos resultados deverão ser obtidos.

Conquistando cada vez mais usuários, a comunicação em redes digitais é uma das mais recentes estratégias de comunicação eleitoral e tem características diversas do Horário Gratuito de Propaganda Eleitoral no rádio e na TV, que vem perdendo audiência. Esse fenômeno foi um dos motivos que levou o Discord a realizar a pesquisa. “Seja para conquistar votos ou promover causas, seja para angariar financiamento (uma vez que as regras para as doações de campanha têm se tornado restritivas), o uso de sites de redes sociais tem se intensificado na comunicação eleitoral”, argumenta Edna.

Além de Nayane e de Edna, participam da pesquisa os professores Fernanda Cavassana de Carvalho (UTFPR) e Francisco Paulo Jamil Marques (UFPR) e os estudantes de Comunicação Organizacional Camila Mancio, Luciano de Marchi Mello e Gabriela Mayumi Ykeuti Silva.

Para saber mais sobre as pesquisas do Discord, acesse a página do grupo no Facebook.

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