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Estação instalada na UTFPR busca ser referência em pesquisa na área

Estação instalada na UTFPR busca ser referência em pesquisa na área

Hoje em dia, quando se fala em energia solar já é possível imaginar as placas instaladas em telhados de residências e empresas, por exemplo. Mas, então, vem a pergunta: “como funciona o equipamento em dias nublados ou com chuva?”. Para estudar o comportamento da radiação solar no Paraná em cada região do estado e o funcionamento dos equipamentos, o Laboratório de Energia Solar (Labens) do Câmpus Curitiba da UTFPR está sendo pioneiro e passará a se referência em pesquisas sobre o assunto.

Estação instalada na Sede Neoville do Câmpus Curitiba (Foto: Decom)

Uma rede de estações de pesquisa foi inaugurada na instituição e faz parte de um convênio entre a Universidade e a Copel, estatal paranaense de energia elétrica. O objetivo é levantar informações sobre a energia solar e o potencial fotovoltaico em todo o território paranaense. Por isso, as estações foram instaladas em cidades que a Universidade possui câmpus como Campo Mourão , Cornélio Procópio , Curitiba , Medianeira , Pato Branco e Ponta Grossa .

Com as estações solarimétricas será possível mensurar e monitorar as condições solares de cada região do estado e captar incidência de sol a qualquer hora do dia. Além disso, será possível estudar a performance de diversos tipos de equipamentos e os fatores diversos que levam a perda da energia.

As estações contam com quatro módulos de sistemas fotovoltaicos de diferentes tecnologias instalados à rede elétrica: silício monocristalino, silício policristalino, telureto de cádmio (CdTe) e disselineto de cobre, índio e gálio (CIGS).

Os painéis solares fotovoltaicos são utilizados para converter a energia da luz do Sol em energia elétrica. Os módulos permitem comparar o comportamento dos painéis solares e a eficiência da geração solar sob diferentes condições climáticas, avaliando fatores como velocidade do vento, temperatura ambiente e radiação solar, entre outras.

“Em seu conjunto, estas redes permitirão analisar a variação da radiação solar ao longo do ano nas diferentes regiões do Estado. Este mapeamento indicará quais as tecnologias de módulos fotovoltaicos mais adequadas e vantajosas para cada região, de acordo com seu microclima”, afirma o pesquisador do Labens do Câmpus Curitiba , Gerson Máximo Tiepolo. “Com o projeto será possível ainda encaminhar políticas públicas bastante efetivas para a expansão da geração distribuída a partir desta fonte renovável”, completa.

Orçado em R$ 6 milhões, a pesquisa é um dos projetos contemplados pela chamada pública da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), intitulada Projeto Prioritário de Eficiência Energética e Estratégico de P&D: “Eficiência Energética e Minigeração em Instituições Públicas de Educação Superior”. 

Iniciados em 2018, eles foram aprovados em uma chamada pública inédita regulada pela Aneel. Foi a primeira vez que projetos de eficiência foram vinculados a propostas de pesquisa nas instituições de ensino superior no Brasil. Além de fomentarem pesquisas voltadas à expansão das fontes renováveis, seus resultados serão importantes para a formulação de políticas públicas de combate ao desperdício de energia elétrica em todas as esferas da administração pública.

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