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Pesquisador cria dispositivo capaz de devolver a mobilidade da mão para quem tem deficiência motora

Pesquisador cria dispositivo capaz de devolver a mobilidade da mão para quem tem deficiência motora

Estudo resultou em um bracelete que combina sinais mioelétricos e estimulação funcional no movimento

O professor do Campus Apucarana , Daniel Campos, desenvolveu um dispositivo chamado “Neuro Prótese”, o qual usa sinais mioelétricos e estimulação funcional para auxiliar o movimento da mão em pessoas com deficiência motora. O estudo foi desenvolvido em conjunto com a Universidade Estadual de Londrina (UEL) e com o Instituto Senai de Tecnologia.

Campos já utilizava técnicas semelhantes em animais e, como obteve bons resultados, passou a utilizar suas pesquisas em seres humanos. “A questão é sobre pessoas que têm lesão de origem neurológica e deficiência motora. A mobilidade da mão tem a contração do punho apenas de forma residual, mas o antebraço consegue fazer o sinal do músculo, então a prótese consegue ‘terminar’ o movimento”, explica o docente.

O dispositivo se chama órtese mioelétrica de mão e o protótipo foi produzido por meio de impressão 3D, a qual facilita a adaptação para diversos tipos de tamanho. Nos testes iniciais, realizados em um participante de 60 anos que apresentava sequelas de AVC hemorrágico, o dispositivo mostrou-se capaz de restaurar os movimentos de preensão, por exemplo.

Além dessa descoberta, o dispositivo desenvolvido apresenta baixo custo, tornando a sua aquisição mais acessível. O pesquisador ainda faz um alerta, que o seu uso não deve ser confundido como uma reabilitação. Segundo ele, o bracelete é um dispositivo que proporciona um certo grau de independência para as pessoas que possuam deficiência motora na mão.

O estudo recebeu aprovação do Comitê de Ética da Universidade Estadual de Londrina e, agora, o grupo de pesquisadores está trabalhando na parte estética do bracelete. “Para crianças, por exemplo, podemos trazer algo mais lúdico. Já entre os adultos, muitos não gostam de utilizar equipamentos que chamem a atenção para a deficiência. Dessa forma, trabalharemos para deixá-lo menor, deixando-o menos evidente”, afirma o professor, que atua no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Biomédica (PPGEB) da UTFPR.

Ainda não há previsão para que o dispositivo esteja disponível no mercado, porém, segundo o pesquisador Daniel Campos, a ideia é torná-lo acessível para a comunidade. “Nós criamos um protótipo aberto, ou seja, todos os pesquisadores podem reproduzir, porque entendemos que esta também é missão da UTFPR e da academia de modo geral: que é o de fornecer avanços e tecnologia para a comunidade”, completa.

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