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Pesquisadores usam carcaças de animais atropelados na educação ambiental

Pesquisadores usam carcaças de animais atropelados na educação ambiental

Publicado 2/26/2024, 8:30:27 AM, última modificação 2/27/2024, 12:53:02 PM
Foi realizada a taxidermia para despertar a atenção da comunidade para a importância de preservar e conservar a biodiversidade

As peças taxidermizadas e os esqueletos foram utilizados em oficinas, feiras e exposições(Foto: acervo pessoal)

Uma dissertação realizada pela aluna do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais e Sustentabilidade (PPGRNS) do Campus Santa Helena, Talita Schnorr, utiliza carcaças de animais silvestres atropelados em rodovias da região para estudos científicos e didáticos com foco na educação ambiental. O trabalho teve a orientação do professor Heleno Brandão.

Com as carcaças, os pesquisadores realizaram a taxidermia dos animais e utilizaram as informações com a finalidade de despertar a atenção da comunidade e utilizar as informações como indicadores da importância de preservar e conservar a biodiversidade.

O trabalho apresenta dados morfológicos dos mamíferos da região Oeste do Paraná e um mapa temático mostrando os pontos onde eles foram atropelados. “Almejamos que esses dados possam auxiliar em estratégia para proteger esses mamíferos. Infelizmente uma das espécies registradas na pesquisa encontram-se no status de conservação "vulnerável", conforme dados da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN)”, explica o orientador.

O professor ainda acrescenta que esses dados científicos, incluindo imagens e medidas morfométricas, têm o potencial de colaborar com a clínica médica e cirúrgica veterinária por meio da descrição anatômica das estruturas ósseas, bem como apoiar outros pesquisadores na área da biologia e anatomia comparada.

As coletas e identificação das carcaças dos animais (autorizadas pelo SISBIO nº: 82140-1) foram realizadas entre março de 2022 e julho de 2023, nas rodovias PR-488, PR-495 e PR-317, situadas no município de Santa Helena.

As espécies com maior incidência de atropelamentos foram o Didelphis albiventris (gambá) e o Cerdocyon thous (cachorro-do-mato). Das espécies coletadas, Leopardus guttulus (gato-do-mato-pequeno) está classificado como vulnerável.

Segundo o relato do trabalho, as carcaças foram congeladas para posterior realização da taxidermia, estudo anatômico ósseo e montagem de esqueletos. As peças taxidermizadas e os esqueletos foram utilizados em oficinas, feiras e exposições para alunos de escolas do município e para a população em geral, com foco na Educação Ambiental.

“Os animais taxidermizados podem despertar a sensibilidade nas pessoas da importância de proteger a fauna como parte integrante de ecossistema”, completa o professor.

O material biológico foi doado para a Coleção Didática do Laboratório de Zoologia do referido Campus, para que possa fazer parte do acervo de uma exposição para visitação agendada de estudante de escolas do município e dos cursos de graduação da Universidade.  

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