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Projeto da UTFPR identifica desmatamento em 21% das áreas de preservação permanentes do Rio Pato Branco

Projeto da UTFPR identifica desmatamento em 21% das áreas de preservação permanentes do Rio Pato Branco

Publicado 3/20/2025, 4:17:03 PM, última modificação 3/20/2025, 4:31:53 PM
Estudo verificou incompatibilidades de uso da terra em áreas legalmente protegidas para propor estratégias para proteção das águas

Foto: Sanepar

Um estudo da UTFPR identificou que estão desmatadas 21% das áreas de preservação permanentes do Rio Pato Branco , na região Sudoeste. Com a coordenação do professor Ney Lyzandro Tabalipa, a iniciativa busca verificar incompatibilidades entre zonas legalmente protegidas e o uso da terra na bacia hidrográfica do rio. O objetivo é apresentar soluções para a preservação da água, cujo dia mundial é celebrado em 22 de março.

"Quando tivemos essa ideia, nos perguntamos: como podemos melhorar e proteger a qualidade da nossa água?", conta o pesquisador. Com isso, o projeto foi dividido em três etapas. A primeira foi o mapeamento das Áreas de Preservação Permanente (APPs) com supressão de vegetação, a partir de imagens de satélites e drones e do cruzamento de informações do cadastro rural. A segunda foi aferir a qualidade da água por meio de análises laboratoriais. Já a terceira será trabalhar com educação ambiental e trazer propostas para recuperação da vegetação e conservação do rio.

O docente afirma que, com os dados obtidos, é possível propor medidas ao poder público e aos produtores rurais. “Além disso, existem incentivos financeiros disponíveis para a recomposição e conservação da vegetação, um aspecto essencial que precisamos discutir com os produtores, pois a cobertura vegetal desempenha um papel fundamental na proteção dos rios e na garantia da disponibilidade hídrica", explicou.

A bacia do Rio Pato Branco , responsável pela captação de água para o abastecimento da cidade de Pato Branco , possui 364 km² e se estende pelos municípios de Clevelândia, Mariópolis e Vitorino. Durante o projeto, toda essa área foi analisada com o apoio da Itaipu Parquetec, que financiou bolsas de pesquisa, além da aquisição de equipamentos e a cobertura de custos operacionais.

O monitoramento das áreas utiliza imagens multitemporais de satélites, a partir dos anos 1980, e voos de Drone que permitem acompanhar o comportamento do uso do solo ao longo dos anos. De acordo com o coordenador, a iniciativa surgiu como um projeto piloto, passível de replicação em outras bacias hidrográficas do Paraná e do Brasil. "Trata-se de uma pesquisa de custo relativamente baixo que, ao final, fornecerá dados essenciais para que as autoridades públicas desenvolvam estratégias de preservação. Além disso, o modelo pode ser adotado por outros pesquisadores", destaca. Segundo o professor, a ideia é que o projeto tenha continuidade, com a ampliação da área de pesquisa para outros rios do sudoeste do Paraná.

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