Home
/
Notícias
/
Últimas notícias
/
Projeto de Multiletramentos da UTFPR une arte e computação física

Projeto de Multiletramentos da UTFPR une arte e computação física

Publicado 3/13/2025, 3:21:47 PM, última modificação 3/13/2025, 3:36:48 PM
Participantes criam maquetes eletrônicas para dar vida à música e literatura

Um projeto da UTFPR permite que os participantes materializem a obras e músicas, com o uso da Computação Física. A iniciativa é coordenada pela professora Luciana Correia, do Campus Curitiba , para trabalhar diferentes tipos de letramento, com vários tipos de mídia e gêneros de semiótica.

O trabalho começou com a realização de ateliês de conceito e rodas de conversa para o debate da pedagogia de Multiletramentos. Inicialmente, a professora propôs a animação de textos e melodias com sons e luz, por meio do Makey-Makey, que é um kit simples de touchpads, dispositivos sensíveis ao tato. Ao ser tocada, a ferramenta apresenta um trecho de uma composição. Dessa forma, os estudantes conseguem “dar vida” poemas, músicas ou capítulos de livros em protótipos físicos.

Primeiro, foi feita a seleção do conteúdo a ser utilizado. Depois, foi realizado o processo de aprendizagem dos alfabetismos essenciais sobre computação, para a compreensão do princípio de algoritmos e a criação em linguagem Scratch. Segundo a docente, a ideia foi reforçar a importância cultural dos códigos e a conexão entre tecnologia, inovação e integração de saberes.

Os participantes organizaram suas próprias coleções estéticas e semióticas. Cada grupo construiu sua maquete com autonomia de como representar de modo visual e sonoro o conteúdo escolhido. Com isso, a professora conta que os alunos puderam desenvolver letramento computacional e formar uma a visão crítica e criativa, interseccionando arte e tecnologia.

“O projeto demonstrou, através de uma prática inovadora, que ensinar programação pode ir além do aspecto formal técnico, transformando-a em uma prática cultural, artística e comunicacional que dialoga com as diversas linguagens contemporâneas”, explicou Correia.

Reportar erro