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Inauguração

Inauguração

Publicado 3/17/2020, 11:11:01 AM, última modificação 11/3/2022, 5:38:59 PM
UTFPR e COPEL inauguram a Estação de Pesquisa em Energia Solar em Pato Branco

Evento inaugural da Estação de Pesquisa em Energia Solar - Câmpus Pato Branco

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Câmpus Curitiba, em ação conjunta com a Companhia Paranaense de Energia (COPEL), inauguraram, no dia 09 de março, a Estação de Pesquisa em Energia Solar, no Câmpus Pato Branco, uma das seis unidades do projeto que estima transformar o Estado em uma referência nesta área.

A Estação integra uma rede formada por estações solarimétricas e módulos de avaliação instalados em outros cinco câmpus da UTFPR: Curitiba, Ponta Grossa, Medianeira, Campo Mourão e Cornélio Procópio.

Orçado em aproximadamente R$ 6 milhões, o projeto foi selecionado em chamada pública da Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, intitulado Projeto integrante do P&D ANEEL/COPEL Distribuição – PD 2866-0464/2017 – “Metodologia para Análise, Monitoramento e Gerenciamento da Geração Distribuída por Fontes Incentivadas” e propõe um arranjo inédito para levantar informações sobre a energia solar e o potencial fotovoltaico no território paranaense. O projeto consiste em estudar o desempenho de diferentes tecnologias de geração de energia solar e desenvolver pesquisas visando comparar tecnologias e indicar as mais adequadas para instalação de usinas solares em cada região do Estado.

Na oportunidade, o coordenador do Projeto da Estação de Pesquisa em Energia Solar, do Câmpus Curitiba, professor Jair Urbanetz Junior, fez esclarecimentos sobre o desenvolvimento do projeto e agradeceu às instituições envolvidas. “Gostaria de agradecer aos gestores da universidade que propiciaram a realização desse trabalho e à nossa empresa de energia, COPEL, parceira muito importante para o desenvolvimento do setor de energia. O fomento que a COPEL nos propicia através dos programas de P&D, PEE, permitem que desenvolvamos tecnologia, conhecimento, mão-de-obra, pessoas (nossos mestrandos, doutorandos, alunos de Iniciação Científica e os próprios pesquisadores), acabam tendo oportunidade de ampliar o conhecimento”, declarou.

O professor explicou que, para a instalação das Estações os pesquisadores buscaram ao longo do estado do Paraná, nos 13 câmpus, uma distribuição espacial que tivesse uma representatividade na questão de temperatura, o espectro da radiação solar, a velocidade do vento, e uma série de parâmetros que impactam no desempenho das tecnologias fotovoltaicas. A partir disso foi optado por quatro tecnologias bastante consolidadas no mercado internacional. Inicia pela tecnologia de cristalinos, poli e monocristalino, o monocristalino que foi utilizado é o tipo PERC (Emissor Passivado e Contato Traseiro), tecnologia recente com eficiência enorme na ordem de 19%. está sendo trabalhado com telureto de cádmio, e cianeto de cobre, gálio e índio (CIGS), que representam as duas primeiras fileiras, que são os módulos de filmes finos. Cada uma dessas tecnologias tem particularidades em relação às respostas de radiação solar direta, o espectro do local de radiação, além de performances diferentes em relação à temperatura. Por mais que a literatura já aponte essas características, “o objetivo dessa pesquisa é ir a fundo nesses detalhes, tentar isolar cada uma dessas grandezas dentro das nossas limitações, e chegar a conclusões muito precisas em relação a isso”, revelou o professor. Na ocasião, explicou que os equipamentos instalados permite chegar num grau de análise bastante elevada. “Instalamos, além das diferentes tecnologias, sistemas de monitoramento das grandezas ambientais”, informou. Foi optado colocar em algumas localidades, estações do tipo SONDA (Sistema de Organização Nacional de Dados Ambientais), ligado ao INPE, e em algumas localidades a estação do EPE (Empresa de Pesquisa Energética). “Hoje, monitoramos as grandezas de radiação no plano horizontal e no plano inclinado, velocidade do vento, temperatura do ar, umidade relativa, e com essas grandezas conseguimos verificar o que está acontecendo nessa estação. Todas são monitoradas em tempo real no nosso QG, em Curitiba, pelos nossos alunos, professores que monitoram essas informações”, explicou o professor e coordenador do Projeto, que concluiu sua fala, convidando a comunidade a conhecer o Laboratório de Energia Solar (LABENS), a produção acadêmica, o perfil dos pesquisadores e, principalmente, os projetos. A comunidade, como um todo, pode acompanhar esse monitoramento.

Na oportunidade, o diretor-geral do Câmpus Pato Branco, professor Idemir Citadin, agradeceu a oportunidade do câmpus fazer parte do mapa de monitoramento. “Certamente esses dados apresentados alimentarão a geração solarimétrica e poderão expressar a potencialidade de cada região e a tecnologia mais adequada. Quando nos foi oferecida a possibilidade de instalarmos a Estação de Pesquisa, abraçamos de forma contundente”, declarou. O professor também expôs a existência de aspectos burocráticos a serem resolvidos em relação ao espaço. “Este ambiente não é da UTFPR, é um comodato, mas estamos lutando para que venha a ser de forma permanente da universidade”, complementou.

Em seu pronunciamento, o reitor da UTFPR, professor Luiz Alberto Pilatti,destacou o viés de pesquisa da Universidade. “As melhores universidades do mundo, sem exceção, são as universidades que fazem pesquisa. A produção do conhecimento é o diferencial que nós temos para o país”, declarou. Ele exemplificou citando o ATLAS, produzido pelo grupo de pesquisadores em Energia Solar, no estado do Paraná, em parceria com a Itaipu e professores de Pato Branco. “A universidade está fazendo o seu papel”, complementou agradecendo aos professores Jair Urbanetz Junior e ao pró-reitor de Relações Empresariais e Comunitárias, professor  Douglas Paulo Bertrand Renaux, que envidou esforços para otimizar e mediar os processos burocráticos e viabilizar a execução do projeto.

Pilatti frisou a exemplar conduta da universidade e do impacto das publicações relevantes do grupo de pesquisadores a nível mundial. “Formamos alunos, que é o nosso papel junto à sociedade. É nessa universidade que eu acredito. Uma universidade que produz conhecimento e a inauguração deste laboratório é um sinal inconteste disso”, afirmou. O reitor citou, ainda, a importância da utilização de material apropriado na instalação das placas solares, bem como local e região favoráveis. “Estamos aprendendo, e aqui está se fazendo conhecimento novo e necessário para construirmos um país melhor. Certamente, quem ganha com esta Estação, é o Câmpus Pato Branco, é a UTFPR, é a cidade, o Paraná”, finalizou.

A Estação instalada no Câmpus Pato Branco foi a primeira a ser inaugurada e compõe a rede, juntamente com outras cinco instaladas nos câmpus da UTFPR. A fase de coleta de informações e mapeamento das características solares tem a duração prevista de um ano. O acervo de dados subsidiará novos empreendimentos solares e a novas pesquisas, aperfeiçoando com precisão inédita as estimativas da radiação já mapeadas no Paraná.

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