Estudantes da UTFPR conquistam patente por revestimento antialérgico e anticorrosivo para metais

Uma equipe da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) conquistou a patente de uma inovação que vai ajudar as pessoas que sofrem com reações alérgicas causadas pelo contato com metais, como o níquel, o cobre e o chumbo. O depósito foi realizado no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), no dia 12 de fevereiro.
As estudantes do curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, Yasmin Scarabelot, Sabrina Gonçalves e Ana Carolina de Brito, criaram um revestimento antialérgico e anticorrosivo para acessórios metálicos, sob a orientação da professora do Campus Dois Vizinhos , Samara Souza.
Segundo a docente, a solução traz mais conforto e proteção ao oferecer uma película transparente, sem afetar a aparência das peças. “O produto se destaca por utilizar insumos naturais, não dependendo de materiais sintéticos, mas sim por um método mais eficiente, ecológico e economicamente viável”, destaca.
Ao proteger produtos contra corrosão, a película aplicada em forma de spray aumenta a durabilidade de peças como joias, bijuterias, óculos e relógios.
“O maior desafio desse processo foi, sem dúvida, o curto prazo para execução e a dificuldade de encontrar a proporção ideal para que o biomaterial funcionasse como revestimento metálico. O sucesso do revestimento trouxe aprendizados valiosos sobre inovação e persistência, além da expansão no impacto tecnológico”, conta a aluna Ana Carolina de Brito.
A equipe realizou o depósito da patente de invenção, do tipo modelo de utilidade. Além disso, o pedido adicional está na fase nacional de PCT, que é um sistema internacional que permite a proteção da patente em vários países ao mesmo tempo.
Inovação durante as aulas
O produto foi desenvolvido dentro do Progress3Bio, que é um projeto vinculado à disciplina de Biomateriais. Diferente de uma aula convencional, os estudantes precisam apresentar um produto, com a demonstração o protocolo de desenvolvimento, a aplicabilidade e o potencial.
“O Progress3Bio é uma consequência das novas habilidades que o mercado procura. Então, a criatividade, a comunicação, a gestão do tempo, a liderança e a proatividade são avaliados entre si, assim como cooperação e participação durante a pesquisa”, afirma Souza.
Além da inovação tecnológica, a novidade reforça a presença feminina na ciência e tecnologia, que desmistifica a ideia de que a ciência é dominada principalmente por homens, confirma explica a estudante Sabrina Gonçalves. “É inspirador fazer parte de uma comunidade de mulheres talentosas e dedicadas que compartilham a mesma paixão pela ciência para criar algo inovador. É importante mostrar que as mulheres têm um lugar na ciência e que podemos fazer contribuições significativas também inspirando outras mulheres”, diz.
O produto foi desenvolvido dentro do Progress3Bio, que é um projeto vinculado à disciplina de Biomateriais. Diferente de uma aula convencional, os estudantes precisam apresentar um produto, com a demonstração o protocolo de desenvolvimento, a aplicabilidade e o potencial.
“Vamos prosseguir com o desenvolvimento do projeto, mas estamos aguardando as aprovações necessárias para darmos continuidade ao processo. Essa validação nos dará a oportunidade de realizarmos testes mais precisos e aprimorar essa nossa iniciativa, finaliza a aluna Yasmin Scarabelot.
