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Pesquisador fala sobre mudanças de hábitos que diminuem o impacto ambiental

Pesquisador fala sobre mudanças de hábitos que diminuem o impacto ambiental

Publicado 8/22/2025, 1:54:58 PM, última modificação 8/22/2025, 2:27:26 PM
Papel dos engenheiros é pensar soluções sustentáveis, mas pequenos gestos fazem diferença

O professor do departamento de Engenharia Mecânica do Campus Pato Branco , Luiz Carlos Martinelli, que leciona sustentabilidade, afirma que pequenas atitudes podem fazer a diferença na hora de diminuir a emissão de poluentes. Para ele, é necessário mudar o discurso ‘greenwashing’, que “vende” uma postura que finge ser sustentável e começar com ações que sejam mais simples, por exemplo: a reciclagem.

O docente adota uma dinâmica simples no início de cada semestre, de forma a demonstrar aos alunos que não é necessário estar em uma corporação ou assumir um grande projeto para cuidar do meio ambiente. O professor oferece um wafer para cada estudante. Alguns guardam para comer depois, outros abrem na hora e jogam o papel no lixo e outros, no chão.

“Se vamos discutir sustentabilidade na Engenharia Mecânica, temos que começar do zero. E começamos com a destinação correta do lixo”, explica Martinelli.

CO₂

O CO₂, de acordo com o professor, é o principal poluente que causa o efeito Estufa, porque está presente em maior quantidade na atmosfera e é gerado em quase todos os processos industriais. Todavia, segundo o Global Warming Potential (GWP), que é a métrica utilizada para aferir quanto um poluente está ligado ao aquecimento global, há poluentes mais danosos, mas que existem em menor quantidade.

“É importante entender o GWP, métrica que indica o quanto uma massa de gás contribui para o aquecimento global comparada à mesma massa de CO₂ ao longo de 100 anos. O CO₂ tem GWP 1, mas outros gases industriais possuem muito mais, por exemplo, SF₆ utilizados em equipamentos elétricos como isolantes, CHF₃, usado em extintores de incêndio, que estão respectivamente em 23.500 e 14.800.

O grande volume de CO₂ como agente poluente é causado, entre outros, por veículos automotores que usam combustíveis fósseis, mas o CO₂ também é liberado na sua respiração, por exemplo.

Redução de impacto

De acordo com o pesquisador, a utilização de combustíveis verdes, a substituição de gases industriais por alternativas com GWP 1 ou próximo e a gestão de resíduos, por exemplo, podem ajudar no controle do aquecimento global.

No caso dos veículos elétricos, por exemplo, embora não haja emissão direta de gases, pode haver pegada de carbono a partir da energia que o abastece. “Segundo a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV), definida pelas normas ISO 14040 e 14044, um carro elétrico tem impacto ambiental significativamente menor que um veículo a combustão. Essa diferença é menor no Brasil devido à matriz energética mais limpa”, destaca.

No Brasil, contudo, há um desafio referente à infraestrutura, que é insuficiente para atender grande quantidade de veículos elétricos, além do custo e das necessidades logísticas, já que carros elétricos ainda têm pouca autonomia.

“Manter a manutenção em dia do carro a gasolina ou diesel, por exemplo, diminui a emissão de poluentes e aumenta a vida útil do veículo”. Para ele, gestos mais simples precisam ser incutidos na população, para que haja mudanças de hábitos. “A educação ambiental é a base de tudo. Então, nós, como engenheiros, temos que seguir o nosso juramento e pensar em melhorias energéticas, em desenvolvimento de sistemas que emitam menos gás, mas também precisamos pensar em jogar o papel no lixo corretamente”, completa o pesquisador.

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