Tecnologia pioneira da UTFPR modernizará moldagem de próteses oculares

Estudante Laura Pardinho Muniz, do PPGEM, é a responsável pela iniciativa
A UTFPR depositou mais um pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para uma inovação na área da saúde: a Moldeira Ocular 3D e seu Processo de Fabricação desenvolvida pela estudante de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica e de Materiais do Campus Curitiba (PPGEM), Laura Pardinho Muniz.
A ideia de Laura surgiu no Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Xavier do Paraná, em Curitiba , local em que ela acompanha o trabalho de atendimentos a pacientes com cavidade anoftálmica (espaço criado após remoção do conteúdo do globo ocular) da dentista Roberta Zanicotti. “Como eu via que a moldagem para as próteses era feita manualmente, de uma maneira muito artesanal, sugeri utilizarmos impressão 3D para facilitar o processo. Então comecei a testar o formato bem como a resina, que precisava ser autoclavável e biocompatível, porque vai em contato direto com a cavidade ocular”, explica Laura.
A proposta foi levada ao orientador, professor José Aguiomar Foggiatto, e foi desenvolvida no laboratório do Núcleo de Manufatura Aditiva e Ferramental (NUFER) da UTFPR, com recursos dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs), da Fundação Araucária.
Foram feitos diversos testes com resinas na autoclave do Hospital parceiro, bem como adaptações do formato até chegar ao produto ideal da moldeira, único no Brasil. A invenção é composta por duas partes integradas: uma porção cilíndrica externa, que funciona como canal para inserção do material de moldagem, e uma porção interna elíptica e perfurada, responsável por garantir retenção mecânica e adaptação anatômica.
A estudante de 25 anos destaca a importância do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e da Agência de Inovação da UTFPR no pedido de patente. “Primeiro contei com o apoio do professor do Foggiatto, que me direcionou para a Agência, após uma conversa informal. O pessoal de lá ensinou todo passo a passo para pedir a patente”, destaca a aluna.
A moldeira foi criada em três tamanhos e projetada para atender a demandas, incluindo produções em grande escala, se necessário. Para o professor Foggiatto, a solicitação de patente vai ao encontro da política de inovação da universidade. “Acredito que, mais importante que a obtenção da patente, é não deixar esse projeto engavetado e fazer com que ele seja comercializado para ajudar a melhorar a vida da comunidade”, salienta.
Para a diretora da Agência de Inovação da UTFPR, Carina Rau, invenções como essa são extremamente importantes para a Instituição. “Iniciativas que possuam benefício social e viabilidade econômica são o tipo de tecnologia que o Comitê de Avaliação para a Propriedade Intelectual (COAPI) da UTFPR tem buscado para compor nosso portfólio de patentes, pois possuem potencial inovador”, destaca.
Caso algum estudante ou pesquisador da UTFPR também tenha desenvolvido algo com valor econômico e impacto social, pode entrar com o pedido de patente junto à Agência. Na página de Propriedade Intelectual, está disponível o passo a passo para que o interessado possa comunicar a sua criação.
A primeira orientação, segundo a diretora da Agência, é preencher a Comunicação de invenção e enviar por e-mail ao NIT do campus ao qual esteja vinculado. Em caso de dúvidas, podem procurar o NIT do campus ou também a Agência de Inovação da UTFPR.
