Equipes da UTFPR conquistam pódio em competição de robótica da América Latina

Duas equipes da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) se destacaram no pódio do RSM International Challenge,entre 1° e 4 de maio. A competição latino-americana de robótica reuniu mais de mil participantes de diversos países, incluindo dois times vitoriosos formados por estudantes do Campus Curitiba .
A Crossbots conquistou o 2º lugar como “Perseguidor de Linha”, em uma disputa, entre robôs acionados simultaneamente lado a lado, em que vence aquele que alcançar o adversário duas vezes na partida, em um sistema de chaves de eliminação. Também obteve a 3ª posição como “Seguidor de Linha”, com a classificação pelo menor tempo entre todas as tomadas diárias do torneio, ao seguir uma rota já traçada.
Já a 309 Robotics atingiu a 3ª colocação na modalidade Robô Trekking Pro, em que é preciso fazer um robô 100% autônomo para alcançar marcos em uma área ampla, no menor tempo possível. O líder da equipe, Samuel Silveira, fala que uma das maiores dificuldades é que, na RSM, diferentemente de outros campeonatos, as provas ocorrem ao ar livre, em terreno irregular. “Isso expõe o robô a condições mecânicas mais desafiadoras e, principalmente, à incidência direta do sol. Isso pode causar sobreaquecimento, que afeta a eletrônica do robô, prejudicando o desempenho do software e comprometendo a operação dos sistemas sensoriais e de controle”, explica.
Segundo o líder da Crossbots, Victor Mota, o tempo de desenvolvimento dos robôs é bem variado. “Alguns existem desde 2018 e sempre vão sendo melhorados. O ciclo de cada versão de um robô demora entre seis meses a um ano para estar totalmente competitivo”, diz. Da mesma forma, a 309 também realizou ajustes e aprimoramentos para aumentar a robustez do robô, que já vem sendo desenvolvido há três anos. “Vale destacar que, em relação à última vez que participamos, as melhorias foram significativas, a ponto de parecer que se tratava de um novo projeto. A implementação da suspensão, por exemplo, foi crucial, pois possibilitou que o robô completasse o trajeto nesta edição”, detalha Samuel.
Victor ainda conta que, para chegar ao título, foi preciso elaborar soluções que fossem competitivas e que fizessem sentido com o contexto financeiro. “O desafio é conseguir construir algo ou comprar um componente alternativo e modificá-lo para conseguirmos competir de igual para igual com o resto das equipes. O pessoal ficou indo na nossa mesa perguntar como tínhamos feito o robô. Isso foi bem surpreendente”, conta.
Os grupos são formados por alunos de diferentes áreas, como engenharias, tecnologia da informação e design, para atuar em consultoria, assistência ou suporte. “Não limitamos de forma alguma quais cursos podem fazer parte da equipe. Sempre tentamos desenvolver novas atividades para integrar mais ainda pessoas de diferentes cursos” afirma Victor.

