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Reduzir, reutilizar e reciclar: projeto da UTFPR economiza cerca de R$ 80 mil em eletrônicos

Reduzir, reutilizar e reciclar: projeto da UTFPR economiza cerca de R$ 80 mil em eletrônicos

Publicado 10/2/2024, 10:44:54 AM, última modificação 10/16/2024, 1:31:21 PM
Iniciativa sustentável ajuda a reduzir custos com aquisição de novos equipamentos

O projeto “3 Rs da Sustentabilidade”, do curso de Engenharia Elétrica do Campus Ponta Grossa , une sustentabilidade e diminuição de gastos por meio de três pilares: reduzir, reutilizar e reciclar. A estimativa é de que mais de R$ 80 mil tenham sido economizados, por meio da atuação dos estudantes.

A iniciativa surgiu em 2019, com um grupo interdisciplinar, idealizado pelo professor Jeferson José Gomes. De início, houve a publicação de um artigo para a construção de um sismógrafo, dispositivo que detecta terremotos, a partir de lixo eletrônico.

Depois, o projeto ganhou mais fôlego depois de receber de lixo eletrônico da cooperativa Sicredi e do Campus. Os estudantes conseguiram prolongar a vida útil de vários aparelhos danificados, com o uso de peças reutilizadas ou novas. “Os componentes recuperados são usados em equipamentos didáticos para o ensino de física e química. O projeto também promove a conscientização sobre o impacto do lixo eletrônico e práticas sustentáveis através de redes sociais e oficinas e disponibiliza componentes eletrônicos para projetos acadêmicos e extensionistas”, explica o docente.

A ação parte dos três pontos, chamados “3 Rs da Sustentabilidade”, de reduzir, reutilizar e reciclar. Assim, mais de 30 solicitações de conserto foram atendidas e 19 equipamentos já restaurados. O trâmite inclui também uma nota técnica, detalhando os procedimentos adotados para a recuperação, o tempo gasto e as peças foram trocadas.

Geraldo Daffara, estudante de Engenharia Elétrica e bolsista do projeto, explica que, baseados em preços comerciais, houve uma economia significativa. “Esse é um cálculo que fizemos comparando os valores de mercado. É uma estimativa de economia de R$ 80 mil”, destaca.

Consciência ambiental

Além da questão econômica, o projeto permite que os servidores e a população local levem lixo eletrônico até o laboratório. A ideia é adotar uma prática menos nociva ao meio ambiente, já que grande parte, que iria para descarte incorreto, é reaproveitada.

“Nós procuramos uma solução para o lixo. Por exemplo, temos uma iniciativa de reutilizar os gabinetes de computadores como composteira”, detalha o docente.

Por enquanto, apenas as demandas dos campi estão sendo atendidas, mas a projeção é de que isso também se estenda à comunidade externa.

Reconhecimento

Com a união de sustentabilidade e redução custos com manutenção ou aquisição de equipamentos, o projeto foi premiado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), neste 2024. O orientador e os bolsistas conquistaram o 1º lugar na área Elétrica na categoria Extensão Universitária.

“Eu recebi um e-mail do CREA, informando sobre o prêmio e achei que seria uma boa tentarmos nos inscrever. Eu nunca tinha participado, então esse é meu primeiro prêmio”, disse Gomes.

Já o estudante Daffara, ficou sabendo da premiação enquanto trabalhava no projeto, no laboratório. “Eu dei um grito! E fiquei o dia inteiro saltitante porque é muito emocionante ganhar um prêmio assim”, revelou.

Serviço

Quem quiser fazer o descarte de pilhas, baterias e demais lixos eletrônicos em Ponta Grossa pode entrar em contato por meio do Instagram. Servidores do campus podem entrar em contato diretamente no setor para solicitar conserto de equipamentos.

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