Inovação

No mês de maio, um projeto de pesquisa desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental (PPGEA), da UTFPR Câmpus Apucarana / Londrina , resultou em mais uma Patente de Invenção para a UTFPR. Essa é primeira patente do PPGEA e a terceira do Laboratório de Química de Materiais e Tecnologias Sustentáveis (LAQMATS-Câmpus Apucarana) nos últimos dois anos.
Durante o desenvolvimento da dissertação de mestrado do discente Alexandre Amado, sob a orientação do Prof. Alesandro Bail (Câmpus Apucarana) e co-orientação do Prof. Murilo Pereira Moisés (Câmpus Apucarana), o grupo vislumbrou a possibilidade de substituição parcial do cimento por resíduo oriundo do corte de chapas de vidro temperado. A substituição parcial do cimento possibilita vantagens ambientais e econômicas, e não altera as propriedades mecânicas básicas, como exemplo, a resistência à compressão, uma vez que a composição química do vidro estudado possui semelhanças à composição química do cimento.
O depósito de patente BR 10 2018 009512 9 de 10/05/2018 possui como depositante titular e único a UTFPR e os responsáveis pela pesquisa como inventores. Esse tipo de depósito de patente possibilita que a UTFPR divulgue o conhecimento gerado e empresas possam vir a explorá-lo, revertendo, consequentemente, parte do seu lucro para a Universidade na forma de royalties, os quais podem ser aplicados para vários fins no Câmpus.
A dissertação do discente Alexandre Amado, intitulada “Avaliação de Argamassa com Substituição Parcial do Cimento por Resíduos Industriais” está na fase de qualificação e está prevista para ser concluída em dez meses. Além do resíduo de vidro, o discente ainda avaliou a substituição parcial do cimento por cinza do bagaço de cana-de-açúcar, rica em óxido de silício, e os resultados serão apresentados no documento final e submetidos à avaliação de uma banca examinadora. O Grupo almeja ainda a inserção de outros resíduos industriais na composição da argamassa e a avaliação das propriedades mecânicas e de outras propriedades de interesse. Atualmente, está sendo feito um levantamento das empresas geradoras desse tipo de resíduo de vidro na região de Apucarana e no Brasil e novas análises químicas para que seja compreendido o real potencial de uso desse tipo de material alternativo.
Mais informações podem ser obtidas com o Prof. Alesandro pelo e-mail alebail@utfpr.edu.br.
