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Workshop em Agrogenômica impulsiona a inovação na agricultura paranaense

Workshop em Agrogenômica impulsiona a inovação na agricultura paranaense

Publicado 4/7/2025, 1:47:53 PM, última modificação 4/7/2025, 3:02:51 PM
Evento do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação que conta com pesquisadores da UTFPR aconteceu em Toledo

Alessandro Samuel Rosa e Anderson Sandro Rocha - docentes do curso de Agronomia e pesquisadores do NAPI Agrogenômica

Nos dias 27 e 28 de março de 2025, Toledo se tornou o centro das discussões sobre o futuro da agrogenômica no Paraná, com a realização do Workshop em Agrogenômica e Melhoramento de Plantas. O evento reuniu pesquisadores, profissionais e representantes de diversas instituições, no Olinda Park Hotel e no Biopark, para apresentar o Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação (NAPI) Agrogenômica, promover a colaboração entre os participantes e definir estratégias para o avanço do setor.

O primeiro dia do workshop foi marcado pela recepção dos participantes, com as boas-vindas do Professor
Reginaldo Ferreira dos Santos, que é membro da Academia Brasileira de Ciência Agronômica. A abertura oficial do evento contou com a participação da Fundação Araucária, que apresentou as iniciativas de fomento à pesquisa e inovação no estado.

Em seguida,
Taciane Finatto (UTFPR Campus Pato Branco) e Evaldo Vilela (ex-reitor da Universidade Federal de Viçosa e top manager da Fundação Araucária) apresentaram o NAPI Agrogenômica, detalhando o projeto e sua estrutura de governança. Luiz Márcio Spinosa, Diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, em sua fala, apresentou o Plano de Governo Paraná 2019-2026, ressaltando a importância do Sistema Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) como patrimônio da sociedade e o papel dos NAPIs como solução sociotécnica para impulsionar redes colaborativas de pesquisa.

O primeiro dia prosseguiu com a apresentação dos subprojetos do NAPI Agrogenômica, que abrangem áreas cruciais para o desenvolvimento da agricultura paranaense: microbioma de solos, genômica da soja e genômica do feijão.

  • MICROBIOMA DO SOLO: Sob a coordenação de Glacy Jaqueline Silva (UNIPAR), e Eduardo Kuhn (UTFPR Campus Toledo), este subprojeto busca compreender a complexa comunidade microbiana presente nos solos agrícolas e na plastisfera do Paraná. Com uma equipe de 30 pesquisadores e 9 instituições envolvidas, o projeto visa desvendar como esses microrganismos interagem com o ambiente e como podem ser utilizados para aumentar a produtividade e a sustentabilidade da agricultura. Para isso, serão analisadas 500 propriedades rurais em todo o estado, coletando amostras em áreas com diferentes características. As análises incluem desde a caracterização química e física do solo até o sequenciamento genético das comunidades microbianas, gerando um volume massivo de dados (60 TB) que demandará estratégias robustas de gestão e segurança. Os professores Alessandro Samuel Rosa e Anderson Sandro da Rocha, ambos membros do MapBiomas Solo e docentes da UTFPR Campus Santa Helena (UTFPR-SH), participaram como parceiros da equipe do subprojeto solo.

  • SOJA: O professor Glauco Miranda (UTFPR-SH) apresentou as estratégias do subprojeto soja, que também conta com a participação da professora Nadia Graciele Krohn (UTFPR-SH) e professores Pedro Luiz de Paula Filho e Ricardo Sobjack, ambos da UTFPR Campus Medianeira . O projeto visa a elaboração de uma plataforma digital para lançar cultivares resilientes às mudanças climáticas, acelerando o ganho genético utilizando dados de genômica, fenômica, transcriptômica, proteômica, metabolômica e ambiômica e ainda, aplicando inteligência artificial (IA) para processar e integrar o grande volume de dados capturado no genoma e ambiente.

  • FEIJÃO: O professor Lucas Domingues (UTFPR Campus Dois Vizinhos) coordenou a apresentação do subprojeto feijão, que se diferencia por ter o melhoramento genético da cultura conduzido fundamentalmente por organizações públicas. O foco é desenvolver cultivares mais resilientes e produtivas, utilizando ferramentas como a edição gênica.

Glauco Vieira Miranda fazendo a apresentação do Subprojeto Soja do NAPI Agrogenômica

O primeiro dia do workshop também incluiu a apresentação da parceria do NAPI Agrogenômica com o Instituto de Pesquisa do Câncer (IPEC) e um momento de planejamento colaborativo, onde os participantes puderam compartilhar ideias e soluções para o desenvolvimento do projeto.

O segundo dia do evento, realizado no Biopark, teve como tema central a inovação e as tecnologias que estão transformando o agronegócio. A programação diversificada contou com palestras e mesas redondas sobre temas como:

  • Programa de Inovação Aberta em Genômica Aplicada ao Agronegócio.

  • Apresentação do NAPI Alimentos Saudáveis.

  • Genética e melhoramento de culturas de importância para o estado do Paraná.

  • Inovação e diferenciação no agro.

  • Mudanças climáticas e seus impactos na agricultura brasileira, tema abordado pelo Dr. Francisco Mendonça, da Universidade Federal do Paraná, que alertou para os desafios impostos pelo aumento das temperaturas e a necessidade de adaptação da agricultura.

  • Novas abordagens para o estudo de genética e melhoramento de plantas, incluindo ferramentas de edição genômica e bioinformática.

  • Smart Crops: Tecnologias ômicas e agricultura 5.0 no melhoramento preditivo.

Gestão e Orçamento

Para garantir a eficiência na execução do projeto, será adotada uma gestão em "rede de redes", onde cada subprojeto funcionará de forma integrada, mas com autonomia. O NAPI Agrogenômica contará com um orçamento total de mais de 16 milhões de reais, com 12 milhões destinados ao subprojeto de solo, evidenciando a importância desta área para o projeto.

A criação do NAPI Agrogenômica visa promover pesquisas de ponta e consolidar o estado como referência em biotecnologia aplicada ao agronegócio. O núcleo contará com infraestrutura avançada, equipamentos de última geração e a colaboração de especialistas de diversas instituições, incluindo da UTFPR Santa Helena .

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