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Profa. Dra. Lilian Yukari Yamamoto – Fruticultura e Floricultura

Profa. Dra. Lilian Yukari Yamamoto – Fruticultura e Floricultura

Publicado 3/7/2019, 8:53:41 AM, última modificação 6/30/2020, 11:57:17 PM

A matéria desta semana da Série Nossos Docentes traz a Profa. Dra. Lilian Yukari Yamamoto. A Profa. Dra. Lilian atua nas áreas de fruticultura e floricultura, atividades ainda pouco exploradas na região Oeste do Paraná, apesar do seu grande potencial, principalmente para agricultores com propriedades de pequena extensão territorial ou localizadas em áreas de mais difícil mecanização.

Trajetória acadêmica/profissional

Ao final do ensino médio, provavelmente muitos sabiam o que fariam da vida, trabalhar ou cursar o ensino superior. E nesse último caso, muitos já sabiam inclusive qual curso fariam. Mas, há sempre o outro grupo dos que se depararam com a pergunta: E agora? Foi o que aconteceu comigo. O ensino superior sempre esteve nas minhas metas, mas ainda não tinha decidido pelo mais importante, o curso. Depois de muito pensar, escolhi a Agronomia, a qual envolve as áreas que mais me interessava, engenharia e biologia. No ano de 2003, iniciei o curso de graduação em Agronomia pela Universidade Estadual de Londrina e no mesmo ano comecei a atuar como estagiária na área de floricultura e paisagismo.

Durante os cinco anos da graduação trabalhei com o cultivo de orquídeas, uma das flores mais apreciadas no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Nesse sentido, atuei intensamente na área de micropropagação de orquídeas e outras plantas ornamentais, além de estudos voltados ao manejo e aos substratos alternativos no cultivo de diferentes espécies de orquídeas.

Ao finalizar a graduação, surgiu a oportunidade de realizar o treinamento pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), na área de horticultura, na Koibuchi Gakuen College, no Japão. Nesse treinamento, tive a oportunidade de acompanhar diversas espécies hortícolas, trabalhando com a poda da videira, a polinização manual de pereira, além da colheita de algumas hortaliças em uma propriedade rural.

Ao retornar, em 2009, ingressei no Programa de Pós-Graduação em Agronomia da UEL, onde obtive os títulos de mestre (2011) e de doutora (2015). Durante esse período participei do grupo de pesquisa sobre fruticultura de clima temperado, o qual tinha como principal foco o estudo de videiras destinadas ao processamento e ao consumo in natura, principalmente no que diz respeito ao seu comportamento fenológico, a adaptação, a qualidade, bem como a resposta à aplicação de reguladores vegetais e ao uso de novas tecnologias, como cultivo protegido. Além disso, atuávamos também na propagação de diversas frutíferas e na introdução de novas opções de frutíferas para a região, como os pequenos frutos (amora-preta, framboesa e mirtilo).

Durante o desenvolvimento da tese de doutorado, foi possível realizar o doutorado-sanduíche, na Universidad de Castilla La-Mancha, Espanha. Essa parceria teve como propósito a identificação e a quantificação de compostos fenólicos nos sucos de uva.

No ano de 2014, iniciei a carreira de docência, com a oportunidade de atuar como professora colaboradora em duas instituições renomadas, a UNICENTRO (Guarapuava-PR) e a UEM (Maringá-PR).

E nesse ano, de 2019, tive o imenso prazer de ser convocada para atuar na UTFPR-SH.

Atividades de ensino

Em relação às disciplinas no curso de Agronomia, serei responsável pela agrometeorologia e climatologia, fruticultura e floricultura e paisagismo.

O conhecimento da agrometeorologia é essencial, pois todos os fatores climáticos interferem no comportamento do vegetal e do animal. Sendo assim, no 3º período, os acadêmicos terão a oportunidade de conhecer quais são esses fatores climáticos e de que forma esses elementos interferem na agricultura.

A fruticultura nacional ocupa o 3º lugar no ranking mundial dos maiores produtores de frutas, o que mostra a importância da disciplina que será ministrada no 7º período. Nesse sentido, a disciplina terá como foco trazer noções das principais frutíferas de clima tropical, subtropical e temperada, abordando os métodos de propagação, cultivo, colheita, pós-colheita e comercialização.

A floricultura, tanto regional como nacional, ainda não é expressiva, porém, é notável o aumento do consumo de plantas ornamentais destinados ao paisagismo, as flores envasadas e até mesmo as cortadas. Com isso, é fundamental que os futuros profissionais se atentem para o cultivo de flores, o qual é uma alternativa para aos pequenos produtores. Na disciplina ministrada, juntamente com o paisagismo, no 8º período, os acadêmicos aprenderão sobre o cultivo das principais flores envasadas e de corte, bem como terão noções da elaboração do projeto paisagístico.

Projetos de pesquisa e extensão

A região de Santa Helena é formada por pequenos agricultores, os quais cultivam de forma modesta as frutíferas como uva (Vitis spp.), abacate (Persea spp.), abacaxi (Ananas comusus), banana (Musa spp.) e maracujá (Passiflora spp.). Sendo assim, é de suma importância o desenvolvimento de pesquisas voltadas para atender a demanda e a necessidade de uma agricultura familiar sustentável, além de incentivar o desenvolvimento da fruticultura na região. Dentro desse contexto, a introdução de espécies pouco cultivadas na região poderão ser avaliadas quanto a sua adaptação, como os pequenos frutos (amora-preta, framboesa e mirtilo) e a pitaia. Por outro lado, o incentivo ao cultivo de frutas nativas, os quais já são adaptadas às condições edafoclimáticas da região, também é uma alternativa interessante para os pequenos produtores.

Além disso, o desenvolvimento de projetos que incentivem a formação das comunidades é fundamental. Desta forma, procurarei contribuir no processo de desenvolvimento regional pela difusão de inovações e pela integração dos diferentes segmentos da sociedade com a Universidade, por meio dos alunos e professores participantes de projetos, como hortas comunitárias e oficinas de produção de mudas de espécies floríferas e frutíferas.

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