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Professor do Campus Pato Branco é premiado em edição especial do Prêmio José Reis de Divulgação Científica

Professor do Campus Pato Branco é premiado em edição especial do Prêmio José Reis de Divulgação Científica

Publicado 10/30/2025, 12:29:34 PM, última modificação 10/30/2025, 1:35:43 PM
Docente conquista o primeiro lugar com projeto de extensão sobre energia e sustentabilidade

O professor Marcos Paulo Belançon, do Departamento Acadêmico de Física (DAFIS) do Campus Pato Branco da UTFPR, foi um dos três finalistas da Edição especial COP30 do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica e conquistou o primeiro lugar com o projeto de extensão Lógica Eco. O projeto premiado traz uma série de vídeos educativos que abordam temas como energias renováveis, emergência climática e meio ambiente. Esse conteúdo foi desenvolvido em parceria com a empresa Ecologic, fabricante de aquecedores solares, e estão disponíveis no YouTube.

O objetivo desta edição especial do prêmio foi reconhecer produtores de conteúdo digital que se destacam na divulgação científica sobre as mudanças climáticas e na promoção de soluções criativas voltadas à conscientização ambiental e sustentabilidade. Para isso, foi escolhida, de maneira inédita, a categoria Mídias Digitais, como categoria única de premiação.

O Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica é concedido anualmente pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) a profissionais que se destacam na divulgação da ciência e da tecnologia no Brasil. O professor Marcos destaca a relevância deste primeiro lugar: “O prêmio foi decidido por um comitê composto por representantes de ministérios, da COP30 e de sociedades científicas. Pessoas e organizações muito importantes já o receberam. Ano passado, por exemplo, o ganhador foi o Instituto Butantan. Então, o prêmio representa muito pra mim, acho que demonstra como a UTFPR está se desenvolvendo e que temos projetos de altíssima qualidade na nossa universidade, sobretudo na área de energia e sustentabilidade.”

A cerimônia de entrega do prêmio foi realizada em 29 de outubro, no auditório do CNPq, em Brasília (DF), durante o Seminário de Popularização e Divulgação Científica - 45 Anos do Prêmio José Reis, que ocorreu nos dias 29 e 30 de outubro de 2025. O professor Belançon foi representado, na solenidade, pelo Assessor de Pesquisa do campus, Marcelo Sandrini, pois está em atividade científica na França até abril de 2026.

O Campus Pato Branco da UTFPR parabeniza o professor Marcos pela premiação. Este reconhecimento nacional atesta a qualidade e o impacto de seu trabalho em divulgação científica e inovação para a sustentabilidade.

Sobre a edição especial

A Edição Especial COP30 do Prêmio José Reis de Divulgação Científica e Tecnológica foi promovida pelo CNPq e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e teve como tema Caminhos Científicos nas Mudanças Climáticas. A edição foi criada em alusão à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que acontecerá no Brasil, de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém, no Pará.

Pesquisa e sustentabilidade

Bolsista de produtividade do CNPq desde 2023, o professor Marcos atua há mais de 10 anos no Programa de Pós-Graduação em Tecnologia de Processos Químicos e Bioquímicos (PPGTP). Integra também, juntamente com os professores Marcelo Sandrini, Marcio Fiori e Raquel Bini, o grupo de docentes do Laboratório de Ciência e Tecnologia de Materiais (LCTM) do DAFIS.

Uma das frentes de trabalho do grupo, que tem ganhado destaque nos últimos anos, consiste em reutilizar vidros de painéis fotovoltaicos descartados para se produzir novos materiais vítreos e cerâmicos, que contribuam para o desenvolvimento de uma economia circular.

O professor tem como propósito fazer ensino, pesquisa e extensão de modo indissociável e faz pesquisas envolvendo vidros desde o mestrado: “Minha especialidade é produzir e estudar materiais que interajam com a luz da maneira que precisamos para determinadas aplicações, como fibras ópticas, lasers e painéis para produção de energia solar.” Nos últimos anos, ele e o professor Marcelo Sandrini, do PPGTP, já orientaram quatro dissertações de mestrado sobre vidros e polímeros especiais, buscando aumentar a eficiência e a durabilidade de painéis solares.

Em 2024, surgiu uma ideia com grande potencial: transformar alguns desses vidros em cerâmicas transparentes. O professor Belançon discutiu o tema com os pesquisadores Mathieu Allix e Michael Pitcher, do CEMHTI, um laboratório do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e uma referência no mundo no estudo de materiais em alta temperatura e pressão.

O Centro de Estudos Avançados do Vale do Loire aprovou o projeto, o que resultou na sua ida para Orleans, na França, em outubro deste ano, como pesquisador visitante. “Já temos resultados preliminares bastante interessantes, dezenas de pesquisadores envolvidos e, com o mundo produzindo 2 milhões de painéis fotovoltaicos por dia, as pesquisas nessa área serão cada vez mais importantes.” observa o professor.

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