UTFPR beneficia mais de 21 mil pessoas com aproveitamento de lixo eletrônico

A Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) conta atualmente com projetos de extensão que utilizam a sucata tecnológica em prol da comunidade interna e externa. Dois deles reaproveitam equipamentos que seriam descartados para uso institucional ou para outras entidades. Com isso, contribuem para a economia de recursos públicos e chegam a beneficiar diretamente mais de 21 mil pessoas.
O projeto ‘Lixo Eletrônico e os 3 Rs da Sustentabilidade’ (LER³) busca contribuir para a infraestrutura da Universidade e estimular o consumo consciente, com menos de R$ 600 de investimento. Até agora, recuperou mais de R$100 mil em equipamentos e eletrodomésticos, que antes estavam inutilizados no Campus Ponta Grossa . Recentemente, fez o reparo de oito microscópios para colégio estadual Dorah Daitschman. “Diversos equipamentos, que estavam parados e sem perspectiva de uso, ganharam uma nova vida. Já outros, que eram utilizados com frequência e cuja falha comprometia o andamento das atividades laboratoriais, puderam ser rapidamente reparados e retornaram ao funcionamento normal”, detalha o coordenador Jeferson José Gomes.
Além disso, realiza palestras e ações para alertar sobre os riscos do descarte inadequado do lixo eletrônico e os efeitos da obsolescência programada em instituições públicas ou de cunho social. A ação já aconteceu em três escolas, com cerca de 20 turmas de 30 a 50 alunos cada. “Vale destacar que esse impacto vai além dos estudantes diretamente atendidos, pois as informações e reflexões levadas em sala de aula muitas vezes alcançam também suas famílias e comunidades”, afirma.
Outra iniciativa é o Transformar, que aproveita as peças de aparelhos de IPTV, apreendidos pela Receita Federal. Mais de 3 mil unidades de TV-Box foram transformadas em minicomputadores destinados a terminais e laboratórios de informática das escolas públicas e instituições sociais. Também são ofertados cursos de capacitação para professores e alunos das entidades aprenderem a usar os novos eletrônicos.
O grupo do Campus Francisco Beltrão pretende ampliar o alcance da proposta, com o objetivo de beneficiar um número ainda maior de instituições em todo o Brasil. “Até o momento, em mais de 40 municípios, em diferentes estados, mais de 50 escolas e entidades já foram contempladas pelo projeto, impactando diretamente mais de 20 mil pessoas” finaliza o coordenador Paulo Júnior Varela. O projeto agora estuda a conversão de robôs aspiradores em kits de robótica educacional e de cigarros eletrônicos em outros dispositivos.
Mais sobre
Com início em 2023, o LER³ obteve o 1º lugar na categoria de Engenharia Elétrica na edição 2024 do Prêmio de Extensão Universitária do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR). A equipe conta com a atuação de dois docentes e 10 estudantes dos cursos de Engenharia Química, Engenharia de Bioprocessos e Licenciatura em Ciências Biológicas.
Já o Transformar começou em 2022 por meio de uma parceria da UTFPR e a delegacia da Receita Federal de Dionísio Cerqueira (Santa Catarina). O projeto recebeu o prêmio Destaques de 2023, concedido pela prefeitura de Francisco Beltrão . O projeto envolve sete estudantes de Informática e três professores.
